Jorge Roque da Cunha

Os dados clínicios são do doente. Porque é que não o acompanham?

Não se trata de um problema tecnológico. A tecnologia existe e as normas internacionais também. Trata-se de vontade política, de governação e de regras claras.

Atestados: o cheque sem cobertura

A portaria que cria os Centros de Avaliação Médica e Psicológica acerta no diagnóstico, mas não diz com que meios vai funcionar.

Atualização das Normas de Orientação Clínica: uma prioridade, a bem da qualidade dos cuidados de saúde e da sustentabilidade do SNS

Precisamos de um plano calendarizado de revisão das NOC prioritárias, com prazos públicos, metodologia transparente e participação alargada das sociedades científicas.

América Latina: ventos democráticos

A América Latina volta a ser disputada por uma ideia essencial: a democracia não se reduz ao ato de votar. É também a liberdade de escolher, criticar, alternar governos e exigir responsabilidades sem medo.

Um país que mudou, um registo que ficou para trás

Num contexto de recursos escassos, é inaceitável que permaneçam nas listas de utentes pessoas que há muitos anos emigraram e reorganizaram a sua vida fora do país, ocupando lugar que deveria estar disponível para quem aqui reside e suporta uma carga fiscal elevada.

Sindicalismo, responsabilidade e combate aos populismos

O sindicalismo, sobretudo na saúde, deve significar responsabilidade social: estar ao lado dos profissionais, estar ao lado dos doentes e ajudar a resolver problemas, em vez de os explorar. 

Menos milhões em prestadores, mais futuro para o SNS

Durante anos, a contratação de prestadores de serviço médico foi justificada pela dificuldade em preencher escalas de urgência ou fixar profissionais em zonas do país menos atrativas. Mas a exceção tornou se regra. A despesa com prestadores cresce, sem que se resolva o problema de fundo.

Reforço de 1.230 milhões no SNS: dinheiro a mais… ou orçamento a menos?

Enquanto a saúde for financiada à base de ilusões e reforços de emergência, continuaremos  a confundir pagar dívidas com investir  no futuro.

Serviço Nacional de Saúde e cidadãos dos PALOP: uma solidariedade silenciosa que nos devia orgulhar 

Longe dos holofotes, o sistema público de saúde português encarna uma solidariedade que é simultaneamente humanitária, profissional e política. 

Cuidados continuados: uma promessa constante adiada

Desde 2006, quando foi criada a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), ouvimos compromissos políticos, planos estratégicos, discursos sobre dignidade, e solidariedade social. Mas, quase duas décadas depois, a realidade é bem menos promissora do que o discurso oficial.

Serviço Nacional de Saúde: Pacto de regime; um compromisso para uma década (ou como uma verdade tantas vezes repetida é mentira) 

SNS: com as debilidades conhecidas, é insustentável a constante mudança de políticas a cada governo, frequentemente sem estudos prévios ou avaliação dos seus verdadeiros impactos