terça-feira, 03 nov. 2026

Embora não queiram "prejudicar os comerciantes locais", Acampada de Lisboa garante não sair do Rossio

Os manifestantes garantem que não querem prejudicar o comércio local, mas consideram que o direito à manifestação não deve ser colocado em segundo plano perante os "interesses comerciais".
Embora não queiram "prejudicar os comerciantes locais", Acampada de Lisboa garante não sair do Rossio

A Acampada de Lisboa recusou esta terça-feira abandonar o Rossio para permitir a instalação do Mercado de Natal, propondo à Câmara que desloque o evento para outro local, mas, segundo a autarquia, os comerciantes da Baixa querem mantê-lo na praça.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização da Acampada de Lisboa, que tem realizado naquela praça concentrações para reivindicar medidas no setor da habitação, refere que a recusa de abandonar o Rossio foi transmitida durante uma reunião que se realizou esta tarde com a autarquia lisboeta.

“A Câmara propôs a saída da Acampada do Rossio e a sua transferência para um dos três locais alternativos (o Largo de São Domingos, o Martim Moniz ou os Restauradores). A nossa posição foi clara e corresponde à decisão tomada ontem (segunda-feira) em Assembleia Popular. A Acampada não vai sair do Rossio”, lê-se na nota.

Como alternativa, os representantes dos protestos propuseram que o Mercado de Natal seja instalado noutro local, considerando que a mudança do evento permitiria salvaguardar tanto a continuidade do protesto como os interesses dos pequenos comerciantes.

“Não queremos prejudicar os pequenos comerciantes locais, que fazemos questão de apoiar. O que recusamos é que os interesses comerciais se sobreponham ao direito à manifestação e à ocupação coletiva do espaço público”, é referido na nota.

Por sua vez, o município refere, também em comunicado, ter ouvido esta terça-feira, além de representantes dos manifestantes, a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, que manifestou “a firme vontade de manter o tradicional Mercado de Natal do Rossio nos moldes habituais”.

“A Câmara Municipal de Lisboa mantém toda a disponibilidade para prosseguir o diálogo com as partes envolvidas, com o objetivo de alcançar uma solução equilibrada, que mantenha as tradições da cidade, valorize o comércio local, a participação cívica e a vivência do espaço público”, afirma.