João Maurício Brás

O Primo Basílio (versão 2026) ou seguras desventuras

Encontrei recentemente a revisão de uma das grandes obras de Eça de Queiroz, pela pena genial de Bruno Oliveira dos Santos, e que partilho, respeitando mais de 99% do seu texto. Vejamos no que consiste a adaptação de O Primo Basílio em versão 2026.

Eleições ou referendo ao medo?

Portugal assemelha-se cada vez mais à anedota em que o pessimista diz ao otimista “isto não pode ficar pior”, e o otimista responde “pode, pode”.

Um tutor digital para cada aluno: o pânico que Portugal já tem combinado

A IA não tem, nem terá, a autoridade moral, a intuição relacional ou a experiência humana que definem um bom professor. Ela não ensina humanidade. Apenas a pode servir. O professor permanece o centro da relação educativa: intérprete do conhecimento, mediador crítico, orientador de percursos, guardião das finalidades formativas. A tecnologia só é ameaça quando a escola abdica da sua própria missão.

Um dos piores defeitos portugueses

O barroquismo do discurso português não é um simples excesso estilístico nem uma idiossincrasia literária inofensiva. É um traço estrutural da nossa cultura intelectual, com efeitos profundos na forma como pensamos, ensinamos e exercemos autoridade simbólica

O consenso fabricado, porque os média dizem sempre o mesmo

O erro final é a confusão entre consenso mediático e verdade. O facto de todos repetirem a mesma leitura não a torna correta. Pelo contrário, a unanimidade em sociedades complexas é frequentemente sinal de empobrecimento intelectual.

Dois mandatos desapontantes: Marcelo e normalização do país adiado

Não é coerente sustentar o edifício durante dez anos e, na despedida, lamentar as ruínas como se fossem alheias.

Em Portugal a tua vida pertence ao Estado

A tributação define a liberdade real dos cidadãos, a viabilidade da iniciativa económica, a justiça intergeracional e o próprio contrato social

Igualitarismo na Educação: O Mito que Empobrece Alunos e Instituições

Em educação, como na justiça, a verdadeira igualdade não consiste em fingir que todos são iguais, mas em reconhecer as diferenças reais e organizá-las segundo critérios de verdade, exigência e responsabilidade

A Europa precisa de Nações, não de Bruxelas

A única resposta politicamente séria passa pela dissolução ordenada da U.E. na sua forma atual e pela criação de uma Organização dos Estados Europeus, assente numa cooperação voluntária entre nações soberanas, juridicamente iguais e democraticamente responsáveis.

Rever a Constituição, repensar o Tribunal Constitucional

O controlo da conformidade das leis com a Constituição é essencial, mas o seu exercício não pode depender, em última análise, apenas de uma correlação de forças ideológicas entre juízes nomeados politicamente.

Os órfãos do Marxismo

Não foi apenas Jesus que morreu no Ocidente; Marx também morreu. Como observa Onésimo Teotónio Almeida, depois do cristianismo, o marxismo foi a doutrina que mais moldou o Ocidente, e a obsessão contemporânea com a igualdade difusa é, em larga medida, sua herdeira secularizada.

Do GOLF ao SANDERO: como a Europa desmontou o seu próprio futuro

A Europa trocou a força pela culpa, a soberania pela dependência, a produção pela regulamentação, a cultura pela vergonha. E nenhum povo sobrevive quando deixa de acreditar na legitimidade da sua própria civilização