sexta-feira, 08 mai. 2026

João Maurício Brás

Portugal. Porque todos nos ultrapassam?

Os mais de 120 mil milhões de euros recebidos desde 1986 não se traduziram numa transformação da base económica, mas foram absorvidos por um aparelho administrativo com limitada capacidade de execução e reduzido efeito multiplicador.

Nem a direita é de direita

A especificidade portuguesa reside na dificuldade estrutural em reconhecer a direita enquanto tal como posição política normal.

Não é democrático o estado substituir os pais

Quando a proteção de pessoas se transforma num mecanismo estrutural de controlo, que nome devemos dar a essa transformação? Este é mais um passo grave na desfiguração da democracia no quadro regulatório da União Europeia e pelos governos que nela operam.

Ventura como sintoma: Psicanálise do regime político português

O que diria a psicanálise sobre a relação do “sistema com Ventura”, pergunta Guilherme Valente. Aceitemos o repto.

O Primo Basílio (versão 2026) ou seguras desventuras

Encontrei recentemente a revisão de uma das grandes obras de Eça de Queiroz, pela pena genial de Bruno Oliveira dos Santos, e que partilho, respeitando mais de 99% do seu texto. Vejamos no que consiste a adaptação de O Primo Basílio em versão 2026.

Eleições ou referendo ao medo?

Portugal assemelha-se cada vez mais à anedota em que o pessimista diz ao otimista “isto não pode ficar pior”, e o otimista responde “pode, pode”.

Um tutor digital para cada aluno: o pânico que Portugal já tem combinado

A IA não tem, nem terá, a autoridade moral, a intuição relacional ou a experiência humana que definem um bom professor. Ela não ensina humanidade. Apenas a pode servir. O professor permanece o centro da relação educativa: intérprete do conhecimento, mediador crítico, orientador de percursos, guardião das finalidades formativas. A tecnologia só é ameaça quando a escola abdica da sua própria missão.

Um dos piores defeitos portugueses

O barroquismo do discurso português não é um simples excesso estilístico nem uma idiossincrasia literária inofensiva. É um traço estrutural da nossa cultura intelectual, com efeitos profundos na forma como pensamos, ensinamos e exercemos autoridade simbólica

O consenso fabricado, porque os média dizem sempre o mesmo

O erro final é a confusão entre consenso mediático e verdade. O facto de todos repetirem a mesma leitura não a torna correta. Pelo contrário, a unanimidade em sociedades complexas é frequentemente sinal de empobrecimento intelectual.

Dois mandatos desapontantes: Marcelo e normalização do país adiado

Não é coerente sustentar o edifício durante dez anos e, na despedida, lamentar as ruínas como se fossem alheias.

Em Portugal a tua vida pertence ao Estado

A tributação define a liberdade real dos cidadãos, a viabilidade da iniciativa económica, a justiça intergeracional e o próprio contrato social

Igualitarismo na Educação: O Mito que Empobrece Alunos e Instituições

Em educação, como na justiça, a verdadeira igualdade não consiste em fingir que todos são iguais, mas em reconhecer as diferenças reais e organizá-las segundo critérios de verdade, exigência e responsabilidade