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Marius Borg Høiby, filho da princesa Mette-Marit da Noruega, continua sem saber quando poderá deixar a vigilância eletrónica que cumpre na propriedade real de Skaugum. Apesar de o Tribunal Distrital de Oslo ter recusado prolongar a sua detenção preventiva, o Ministério Público (MP) interpôs um recurso para impedir a sua libertação enquanto a decisão não for reavaliada.
Em causa está um dos testes de controlo realizados ao jovem, de 29 anos, que terá apresentado um resultado positivo para consumo de álcool. Segundo o jornal norueguês VG, o tribunal considerou provável que Marius tivesse ingerido bebidas alcoólicas na véspera do exame.
A acusação entende que o episódio constitui uma violação das condições impostas e representa um risco de reincidência. Por isso, pediu que o jovem continue sujeito à vigilância eletrónica até que o recurso seja apreciado.
A defesa contesta esta interpretação e garante que Marius nega ter consumido álcool voluntariamente. O advogado Daniel Storrvik salientou ainda que os agentes responsáveis pelo controlo não detetaram sinais de embriaguez ou alterações no comportamento do jovem.
Defesa considera decisão um alívio
Os advogados de Marius receberam com satisfação a decisão do Tribunal Distrital de Oslo, embora reconheçam que o processo ainda não está resolvido.
«Estamos muito satisfeitos com o resultado. Marius está feliz e aliviado, mas mantém a calma, uma vez que a decisão ainda não é juridicamente vinculativa», afirmou Daniel Storrvik ao VG.
Em declarações à estação pública NRK, os advogados Daniel Storrvik e Alexander Greaker consideraram que o Ministério Público avaliou incorretamente os pressupostos para prolongar a detenção preventiva.
A defesa sustenta que o jovem tem cumprido as restantes condições impostas, incluindo a proibição de contactar as vítimas, e que demonstrou capacidade para evitar novos crimes.
A audiência decorreu parcialmente à porta fechada. Segundo a agência norueguesa NTB, foram ouvidos o psiquiatra de Marius e um representante dos serviços prisionais, tendo os jornalistas sido excluídos de um dos testemunhos.
Procura de emprego está a ser dificultada pelas restrições
Marius está sujeito a vigilância eletrónica desde que foi transferido, em julho, de uma prisão de Oslo para a propriedade de Skaugum, residência da família real norueguesa. As deslocações estão limitadas a situações autorizadas, como consultas médicas, compromissos profissionais e comparências em tribunal.
A defesa tem descrito as restrições como particularmente difíceis para o jovem. Ao jornal Nettavisen, Daniel Storrvik explicou que a procura de emprego tem sido complicada devido à reputação do cliente e a obstáculos logísticos, como a falta de carta de condução e a impossibilidade de utilizar os transportes públicos.
O advogado considera que estas limitações tornam a situação «insuportável» e defende que Marius tem respeitado as condições que lhe foram impostas.
O futuro imediato do filho de Mette-Marit depende agora da apreciação do recurso apresentado pelo Ministério Público. Até lá, permanece a incerteza sobre se poderá deixar a vigilância eletrónica ou se terá de continuar sujeito às atuais restrições.