O mesmo fenómeno, outro planeta: NASA revela imagens de um eclipse em Marte logo após o que aconteceu em Terra

Enquanto milhões de pessoas olhavam para o céu na Terra, outro espetáculo estava prestes a acontecer a milhões de quilómetros de distância. O Perseverance da NASA conseguiu registá-lo: mas, em Marte, um eclipse solar é diferente do que conhecemos.

Na Terra, o eclipse mobilizou multidões, provocou uma corrida aos óculos certificados e deixou maravilhados aqueles que tiveram a oportunidade de assistir ao fenómeno na sua totalidade pela primeira vez. Mas o espetáculo não se limitou ao nosso planeta. 

O rover Perseverance da NASA, um veículo robótico explorador do tamanho de um carro, enviado para explorar a superfície do planeta Marte, captou imagens de um eclipse solar em Marte que aconteceu logo a seguir ao fenómeno em terra, no dia 13 de agosto. 

As imagens, agora divulgadas pela agência espacial norte-americana, foram registadas pela câmara esquerda do sistema Mastcam-Z, às 10:13:51, hora solar local. 

Como funciona o eclipse em Marte?

Se na Terra, o eclipse solar acontece quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar que chega ao nosso planeta, em Marte tudo acontece quando Fobos, uma das luas que orbita aquele planeta, passa em frente ao Sol.

Qual é a diferença para o eclipse da Terra?

Não houve um apagão em Marte. Porquê? Porque Fobos tem apenas 27 quilómetros de diâmetro.

Pondo isto em perspetiva, comparando com a Lua Terrestre, Fobos tem cerca de um terço do tamanho do nosso satélite natural. 

Além disso, em Marte o fenómeno é mais rápido do que na Terra. Fobos completa uma volta em torno de Marte em menos de oito horas, viajando a uma velocidade de aproximadamente 2,1 quilómetros por segundo: significa que Fobos orbita o seu planeta mais de 80 vezes mais depressa do que a Lua.

De acordo com a NASA, este fenómeno não é apenas uma coincidência, e permite aos investigadores detetar pequenas alterações na órbita de Fobos ao longo do tempo. O estudo da interação gravitacional entre a lua e Marte pode ainda fornecer pistas importantes sobre a composição e as características do interior do planeta.