O resultado líquido do Banco BPI totalizou 363 milhões de euros nos primeiros nove meses, menos 7% (uma queda de 26 milhões) face a igual período do ano passado. A instituição financeira explica esta queda com um ganho com reversão das contribuições do Adicional de Solidariedade sobre o Sector Bancário pagas em exercícios passados (18 milhões) e pela reclassificação contabilística da participação no BCI com um impacto negativo de 35 milhões, em junho. Só a atividade em Portugal contribuiu com 344 milhões, uma diminuição de 5%.
De acordo com o CEO João Pedro Oliveira e Costa, "o BPI continua a apresentar resultados sólidos, assentes num crescimento consistente do volume de negócios. Desde o início do ano, ajudámos milhares de jovens a ter casa própria, financiámos mais empresas nos seus projetos de crescimento e registámos uma evolução positiva na captação de poupanças e investimentos das famílias”.
A carteira total de crédito a clientes (bruto) aumentou 9%, para 35,6 mil milhões. A carteira de crédito à habitação registou um aumento de 12%, para 18,6 mil milhões. O saldo de crédito habitação jovem com garantia pública concedido ascendeu a 2,1 mil milhões, no final de setembro de 2026, correspondendo a cerca de 9.7 mil contratos. Já no crédito a empresas, a carteira cresceu 10% para 13,3 mil milhões.
Os recursos totais de clientes aumentaram 7% totalizando 45,6 mil milhões de euros, enquanto os depósitos de clientes aumentaram 4% para 33,3 mil milhões de euros.
A margem financeira aumentou 1% para 665 milhões, evidenciando uma recuperação no terceiro trimestre devido ao efeito da subida das taxas de mercado. As comissões aumentaram 8%, “refletindo o crescimento do negócio” e o produto bancário ascendeu a 926 milhões (+1%) nos primeiros nove meses do ano.
Os custos registaram uma subida de 5% para mais de 400 milhões de euros, que se deveu ao aumento dos gastos com pessoal. O BPI reforçou os quadros em mais 220 trabalhadores no último ano, totalizando 4 650.