Trump quer levar estrelas da UFC para a Casa Branca e convida Dana White para secretário de imprensa

O dirigente da organização de artes marciais mistas recebeu uma proposta para assumir a comunicação da Administração norte-americana. Trump sugeriu ainda que outros seis lutadores o acompanhassem como assistentes.
Trump quer levar estrelas da UFC para a Casa Branca e convida Dana White para secretário de imprensa

Donald Trump quer colocar Dana White, presidente e diretor-executivo da Ultimate Fighting Championship (UFC), à frente da comunicação da Casa Branca. O chefe de Estado norte-americano anunciou este sábado que tinha convidado o empresário para assumir o cargo de secretário de imprensa, uma função que permanece sem titular desde a saída de Katie Zacharia, em outubro.

A proposta foi divulgada pelo próprio Trump numa publicação na rede social Truth Social. O presidente descreveu White como um "lutador e guerreiro" e defendeu que seria um porta-voz "como nenhum outro". Na mesma mensagem, pediu-lhe que aceitasse o desafio e sugeriu que levasse consigo vários nomes ligados à UFC.

A eventual nomeação não está confirmada. Questionado pelos jornalistas sobre o convite durante uma conferência de imprensa em Londres, onde se encontrava para acompanhar um evento de boxe, Dana White não revelou se pretende aceitar. Disse, contudo, que estava a caminho de Washington e que tinha uma reunião marcada com Trump para esta segunda-feira, dia 9 de novembro.

"Tenho a certeza de que teremos mais para falar depois disso", afirmou, acrescentando que já tem "muitos cargos". Também partilhou uma imagem sua junto ao púlpito da sala de imprensa da Casa Branca, acompanhada da frase "Rumo ao próximo capítulo", nos stories da sua conta de Instagram.

A CNN avançou entretanto, citando uma fonte familiarizada com o assunto, que White terá recusado a proposta. Até ao momento, não foi divulgada uma confirmação pública definitiva sobre o desfecho do convite.

Trump quer levar lutadores da UFC para a equipa de comunicação

A proposta do presidente norte-americano não se ficou pelo nome de Dana White. Na publicação, Trump enumerou seis atletas que gostaria de ver ao lado do dirigente, na qualidade de assistentes.

Entre os nomes indicados estão Islam Makhachev e Khabib Nurmagomedov, ambos oriundos do Daguestão, na Rússia, além dos norte-americanos Justin Gaethje e Daniel Cormier. Trump mencionou ainda Amanda Nunes, antiga campeã brasileira que obteve cidadania norte-americana, e "Kayla Harris", numa aparente referência à lutadora Kayla Harrison.

O presidente justificou a ideia com uma declaração dirigida à oposição política, afirmando que precisava destas figuras para defender a Administração daquilo a que chamou "esquerda lunática".

Não foram apresentados detalhes sobre as funções concretas que estes atletas poderiam desempenhar.

Uma relação de proximidade que vem de longe

A escolha de Dana White não surge num contexto de aproximação recente. O empresário é um aliado de longa data de Trump, com quem mantém uma relação pública desde o início dos anos 2000.

Os primeiros contactos aconteceram quando o casino Taj Mahal, então propriedade de Trump, recebeu eventos da UFC. A ligação tornou-se mais estreita em 2016, quando White declarou apoio à candidatura presidencial do republicano.

Desde então, o dirigente participou em iniciativas políticas de Trump e discursou nas convenções nacionais do Partido Republicano de 2016, 2020 e 2024. O presidente, por seu lado, tornou-se presença habitual em eventos da organização de artes marciais mistas.

Em junho deste ano, a própria Casa Branca recebeu um evento da UFC nos jardins da residência presidencial, integrado nas comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos e associado ao 80.º aniversário de Trump.

A ligação entre os dois também se estende ao círculo de colaboradores do presidente. Steven Cheung, atual diretor de comunicação da Casa Branca, trabalhou para a UFC entre 2013 e 2016, antes de integrar a equipa política de Trump.