O Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou, esta quinta-feira, um taxista a 14 anos e nove meses de prisão pela morte de um jovem universitário atropelado numa passadeira, em setembro de 2024, na capital. A decisão foi conhecida numa sala repleta de familiares e amigos da vítima.
O caso remonta à noite de 8 de setembro de 2024, quando Afonso Gonçalves, de 21 anos, foi colhido por um táxi enquanto atravessava uma passadeira no cruzamento da Avenida dos Estados Unidos da América com a Avenida Rio de Janeiro, em Lisboa. Após o embate, o condutor abandonou o local sem prestar qualquer tipo de auxílio.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o arguido foi responsabilizado pelos crimes de homicídio, condução perigosa e omissão de auxílio, tendo o tribunal dado como provados os factos essenciais da acusação.
O taxista encontrava-se em prisão preventiva desde a fase inicial do processo e continuará a cumprir pena em estabelecimento prisional, na sequência da condenação agora aplicada.
A sentença põe fim a um processo que causou forte comoção pública e reacendeu o debate sobre a segurança rodoviária e a proteção dos peões, em particular nas passadeiras da cidade de Lisboa.