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Uma única ponta de cigarro pode contaminar até mil litros de água, libertando nicotina e mais de sete mil substâncias químicas tóxicas em concentrações que podem ultrapassar os limites de segurança para a vida aquática.
O alerta consta de um relatório divulgado pela farmacêutica Aflofarm, que chama a atenção para o impacto ambiental das beatas, especialmente durante o verão, quando aumenta a presença de fumadores nas praias.
Milhões de beatas acabam no ambiente todos os anos
Segundo a empresa, cerca de 4,5 triliões de pontas de cigarro são descartadas anualmente em todo o mundo.
Os filtros são produzidos com acetato de celulose, um plástico não biodegradável que faz das beatas uma das maiores fontes de poluição plástica a nível mundial.
O relatório alerta ainda para os impactos ambientais associados a este tipo de resíduos, desde a contaminação da água até aos danos nos ecossistemas.
Crianças e animais entre os mais vulneráveis
"Os mais vulneráveis são também os mais expostos", refere o relatório.
Segundo a Aflofarm, os resíduos químicos do tabaco podem permanecer durante muito tempo em brinquedos, roupas e outras superfícies, mesmo depois de o cigarro estar apagado.
Já os animais de estimação podem sofrer intoxicações ao ingerirem pontas de cigarro ou ao entrarem em contacto com resíduos deixados na areia.
Cinco recomendações para reduzir o impacto
Entre as medidas sugeridas pela farmacêutica está a recolha de todas as pontas de cigarro, lembrando que se tratam de "resíduos perigosos, não lixo comum".
O relatório recomenda ainda evitar fumar junto de crianças e animais, substituir o cigarro por outras rotinas, como caminhar na praia, e procurar apoio especializado para deixar de fumar.
Segundo a Aflofarm, deixar de fumar pode reduzir em 50% o risco de doença coronária ao fim de um ano e melhorar a função pulmonar poucas semanas depois.