terça-feira, 08 set. 2026

Sabia que já entrámos nos finais da década de 2020? A Britannica explica como

A partir de 1 de setembro de 2026 estamos oficialmente na última fase da década. A divisão em intervalos iguais de 40 meses, partilhada pela Encyclopaedia Britannica, transforma um detalhe de calendário numa reflexão sobre como o tempo correu (e como o sentimos).
Sabia que já entrámos nos finais da década de 2020? A Britannica explica como

Há dias em que o calendário parece brincar connosco. Um post da Encyclopaedia Britannica no X (antigo Twitter) fez exatamente isso: anunciou que 1 de setembro de 2026 marca o início oficial dos “late 2020s”, ou seja, dos finais da década. A lógica é simples e precisa. Uma década tem 120 meses. Dividida em três partes iguais de 40 meses cada, o resultado fica assim, tal como a Britannica apresentou:

  • Inícios de 2020: 1 de janeiro de 2020 a 30 de abril de 2023

  • Meados de 2020: 1 de maio de 2023 a 31 de agosto de 2026

  • Finais de 2020: 1 de setembro de 2026 a 31 de dezembro de 2029

Não se trata de uma definição académica rígida nem de um decreto oficial. É uma curiosidade matemática que, no entanto, faz sentido. Muitos de nós falamos naturalmente de “inícios”, “meados” e “finais” de uma década sem nunca ter feito as contas. A Britannica apenas tornou a divisão explícita e igual.

O efeito é quase imediato. De repente, o período que ainda sentíamos como “presente” passa a ter um rótulo de “já a acabar”. Os inícios da década ficaram marcados pela pandemia, pelos confinamentos e por uma sensação de tempo distorcido (os dias longos, os meses que desapareciam). Os meados trouxeram a retoma, as inflações, as mudanças políticas e tecnológicas aceleradas. Agora, com a última fase a começar, a década ganha um contorno mais nítido: estamos na reta final.

A reação nas redes foi uma mistura de surpresa, humor e um certo desconforto. Há quem diga que ainda se sente “emocionalmente preso” a março de 2020. Há quem sorria com a precisão burocrática da divisão (“pelo menos o papel está em ordem”). E há quem simplesmente note que o tempo voou mais depressa do que o esperado.

Vale a pena lembrar que esta forma de contar não é a única possível. Algumas pessoas preferem pensar nos finais da década a partir de 2027 ou 2028. Outras olham para o calendário de forma mais solta. A Britannica não impõe uma verdade absoluta; oferece apenas uma grelha clara e simétrica. E essa clareza, num mundo que muitas vezes parece difuso, tem o seu próprio poder.

O que muda, na prática, quando se aceita que já estamos nos finais da década de 2020? Pouca coisa no dia a dia. Mas muda a forma como olhamos para o que ainda falta: os próximos três anos e quatro meses até 31 de dezembro de 2029. É tempo suficiente para ainda acontecer muita coisa e, ao mesmo tempo, curto o suficiente para sentir que a década já tem um fim à vista.

A curiosidade da Britannica funciona como um espelho. Mostra-nos que o tempo continua a avançar com a mesma regularidade de sempre, mesmo quando a nossa perceção teima em acelerar ou a abrandar. E, de alguma forma, transforma um detalhe de calendário numa pequena história coletiva: a de uma década que já passou da metade e agora se prepara para o capítulo final.