quinta-feira, 05 mar. 2026

Sabe como ver um eclipse? Vêm aí três anos de eventos cósmicos inéditos

Saiba como aproveitar este ciclo de fenómenos inéditos em segurança para poder desfrutar verdadeiramente do que vai presenciar.
Sabe como ver um eclipse? Vêm aí três anos de eventos cósmicos inéditos

Em Portugal não fomos presenteados com eclipse de terça-feira, uma vez que foi apenas visível na Antártida - mas não desanime, porque é este eclipse que marca o início de um ciclo de eventos astronómicos inéditos (e que ninguém quer perder).

O que foi o eclipse solar "Anel de Fogo"

O eclipse solar acontece quando a Lua bloqueia a luz solar e a impede de chegar à Terra, resultado de um alinhamento natural entre os três astros.

Na passada terça-feira, a Lua posicionou-se entre o Sol e a Terra, mas não cobriu totalmente o Sol, daí a perceção de um "anel de fogo" criada pela luz que se deixa ver do Sol.

Este apenas foi totalmente visível na Antártida, sendo que África e América do Sul puderam apenas ser parcialmente presenteados com o fenómeno.

Mas Portugal está na lista dos países que vão poder assistir a mais fenómenos destes: em 2026, vamos poder ver quatro eclipses (dois solares e dois lunares - quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sombra na superfície lunar).

Calendários dos fenómenos

O primeiro será já em março - mas Portugal, volta a não estar contemplado. Entre os dias 2 e 3 de março, um eclipse lunar total vai ser visível no Leste da Europa, Ásia, Austrália e Américas.

Em agosto, esteja atento: a 12 de agosto, vai ser possível ver um eclipse solar total (apesar de apenas numa pequena área de Portugal). O fenómeno vai chegar também à Gronelândia, Islândia, Espanha e Rússia.

Este será o mais importante para a Península Ibérica: durante 26 segundos, o dia irá tornar-se noite. No entanto será apenas visto a nordeste, em Bragança.

“O último eclipse total do Sol observado em Portugal aconteceu em 1912 e o próximo será em 2144, tornando o Eclipse de 2026 num momento imperdível para várias gerações”, explica a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica num comunicado.

Será Espanha o país privilegiado que vai poder observar o fenómeno na totalidade em todas as suas regiões - está previsto para as 19h46 (18h46 em Lisboa), e poderá durar até dois minutos e 18 segundos.

O jornal espanhol El País divulgou que vão ser vários os turistas que vão chegar a Espanha para poderem assistir a este fenómeno. Todas as unidades hoteleiras em Tarragona, na Catalunha, estão esgotadas há meses para esta altura - por isso se estava a pensar viajar até ao país vizinho para ver o eclipse, deve apressar-se.

Por fim, entre 27 e 28 de agosto, outro eclipse lunar vai poder ser visto na Europa, Ásia ocidental, África e Américas.

Como ver um eclipse?

Esta é a verdadeira questão para poder efetivamente aproveitar os fenómenos que aí vêm.

A forma mais segura de observar o fenómeno será a projeção. Vai precisar de duas folhas de cartolina - uma branca e outra preta.

Pode usar a folha de cartolina preta e fazer-lhe um pequeno furo. A imagem vai passar pelo furo e vai ser projetada na cartolina branca, que deve estar relativamente afastada.

Outra alternativa são óculos com filtros solares - mas devem ser certificados internacionalmente. Verifique se têm a marca CE e se cumprem a norma europeia EN 169/1992.

Por fim, filtros de solda com tonalidade 14 ou superior oferecem proteção suficiente para poder observar estes fenómenos que nos visitam poucas vezes e durante poucos segundos.

O que não deve fazer e usar:

Nunca olhe diretamente para o eclipse, sem qualquer proteção ocular: pode provocar queimaduras na retina, impossíveis de reverter. Não deve também usar um binóculo, telescópio ou qualquer tipo de óculos que usa no dia a dia, como óculos de sol. Não use um vidro fumado, filtros polarizantes ou a película usada em câmeras analógicas - também não o vão proteger bem das radiações.

Todos estes objetos dão uma sensação falsa de proteção, já que, apesar de bloquear as luzes prejudiciais que são visíveis a olho humano, há raios invisíveis que podem lesionar de qualquer forma, como os raios infravermelho e ultravioleta.

Se quer aproveitar este ciclo de fenómenos inéditos, deve fazê-lo em segurança e informar-se sobre aquilo que vai ver - para poder desfrutar verdadeiramente do que vai presenciar.

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