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A rotina é comum em grande parte dos lares portugueses, sobretudo nos quartos: descer as persianas até ao limite antes de deitar. A lógica parece evidente, já que o bloqueio de luz e som contribui para um ambiente propício ao sono. O problema, alertam cada vez mais especialistas em medicina do sono, surge precisamente na outra ponta da noite, quando é altura de acordar.
O cérebro humano depende da luz natural para dar início ao processo de despertar. Quando o quarto está em escuridão total, o órgão recebe dois sinais contraditórios ao mesmo tempo: o som do despertador a indicar que está na hora de se levantar, e a ausência de luz a sinalizar que ainda é noite, que deve continuar a dormir. O resultado é uma sensação de desorientação que torna o acordar mais difícil e o início do dia mais pesado.
A solução recomendada pelos especialistas é simples e não obriga a abrir mão do descanso: deixar as persianas ligeiramente abertas, ainda que apenas alguns centímetros. Essa fresta é suficiente para não interferir com a qualidade do sono durante a noite, mas permite que uma pequena quantidade de luz natural comece a entrar à medida que o dia nasce. Esse estímulo gradual ajuda o cérebro a preparar-se para o despertar de forma mais suave e eficaz, antes mesmo de o alarme soar.
Para quem não prescinde da escuridão total durante o sono mas quer beneficiar da luz matinal, existe uma alternativa: as máscaras de dormir permitem bloquear a luz durante a noite e retirá-las ao acordar, combinando o melhor dos dois mundos.