Uma colisão invulgar entre um praticante de windsurf e uma baleia-cinzenta na Baía de São Francisco, nos EUA, está a levantar preocupações sobre segurança marítima e proteção de espécies numa das zonas costeiras mais movimentadas dos Estados Unidos.
O incidente terminou sem ferimentos graves para o desportista, mas especialistas alertam para os riscos crescentes numa área onde coexistem embarcações, tráfego intenso e vida selvagem. Segundo o Marine Mammal Center, encontram-se atualmente seis baleias-cinzentas na baía, numa altura em que estas migram desde o México.
A presença destas baleias numa zona considerada “confinada e muito ativa” tem vindo a intensificar-se, com a chegada este ano a ocorrer mais cedo do que o habitual. Ao mesmo tempo, a baía é atravessada diariamente por ferries de alta velocidade e navios de grande porte, aumentando o risco de incidentes.
A legislação federal norte-americana obriga a manter uma distância mínima de cerca de 90 metros das baleias, mas a conjugação de fatores no terreno torna essa regra mais difícil de cumprir.
Especialistas recomendam vigilância redobrada por parte de todos os utilizadores do mar, desde praticantes de desportos náuticos a tripulações de embarcações, alertando para sinais típicos da presença destes animais, como jatos de água à superfície.
A preocupação estende-se também ao estado da espécie. Desde 2016, a população de baleias-cinzentas terá diminuído significativamente, e só este ano já foram encontrados quatro exemplares mortos na Baía de São Francisco.