quinta-feira, 14 mai. 2026

Mensagens íntimas expostas em tribunal desmentem versão de Harry sobre relação com jornalista

O julgamento de 11 semanas terminou no final de março, mas ainda não é conhecida a decisão final do juíz responsável.
Mensagens íntimas expostas em tribunal desmentem versão de Harry sobre relação com jornalista

O nome do príncipe Harry voltou a estar no centro da imprensa após terem sido revelados novos pormenores no processo do Duque de Sussex contra a Associated Newspapers Limited, detentora do Daily Mail e do Mail on Sunday.

O The Telegraph revelou mensagens pessoais trocadas entre Harry e Charlotte Griffiths entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012 no Facebook, onde ambos se estariam a conhecer, antes de Harry saber que a mulher era jornalista.

Nas mensagens, Harry referia-se à repórter do Mail on Sunday como "sugar" (doce, em português), algo que contraria a primeira tese do duque, que afirmava ter encontrado Griffiths apenas uma vez e cortado contacto no dia seguinte assim que percebeu que era jornalista.

De acordo com o revelado no tribunal e citado pelo jornal britânico, Harry terá enviado a primeira mensagem no dia 4 de dezembro de 2011: "É H, caso te tenhas confundido com o nome e foto", começa por dizer. Obteve uma resposta bastante amigável da então editora adjunta do diário: "Olá, Sr. Travessura... Chegaste bem em casa, ou realmente encontraste o teu carro e, mais importante, passaste antes do Arthur na rodovia?!".

A conversa continua, com várias piadas e provocações trocadas entre os dois, e com Harry a afirmar que "aquele terá sido o melhor fim de semana que já tinha passado".

Acrescentou ainda o desagrado com as suas funções naquela festa. "Tive de puxar conversa educadamente com estranhos num jantar ontem à noite, implorando por dinheiro para caridade! Muito divertido. Só que não", escreve.

Surgem ainda mais mensagens já em janeiro de 2012, com a jornalista a afirmar ter sentido a falta do duque numa festa, e com Harry a "desejar lá ter estado".

“Só queria ter estado aí... especialmente agora que estás aí! Trabalhas alguma vez?!!... Espero que estejas muito bem, Griff... Sinto falta dos nossos momentos de carinho s assistir a filmes!! Vou ficar sem comunicação a semana toda, caso aches que estou sendo rude, mantém-me informado xxx xxx xxx [beijinhos]", pode ler-se numa mensagem do dia 22 de janeiro de 2012.

Em tribunal, Griffiths esclareceu que, em junho de 2012, ambos foram a uma festa, da qual se lembrava porque, afirma, achou "engraçado" que o Duque tivesse ficado acordado a noite toda antes de ir a um evento do Trooping the Colour, uma cerimónia militar que ocorre anualmente em junho no centro de Londres. Os dados das chamadas mostram que houve uma ligação entre os dois às 02h50 dessa madrugada e três mensagens trocadas na manhã seguinte.

Embora Harry garanta que não fazia ideia de que Griffiths frequentava os mesmos "círculos sociais" que a sua família, a jornalista revelou em tribunal que isso acontecia regularmente.

Advogados de defesa de ambos apresentaram argumentos finais escritos, totalizando 392.164 palavras.

Harry testemunhou no julgamento onde afirma que a imprensa invadiu a privacidade dele durante toda a sua vida e que acabou por afetar também a vida da sua agora esposa, Meghan Markle. “Ter a minha vida, como a de outras pessoas, comercializada desta forma desde a minha adolescência, investigando cada aspeto da minha vida privada, ouvindo chamadas, obtendo informações sobre voos, para que pudessem descobrir para onde eu ia. Era uma época em que todos competiam entre si. Sentar-me aqui e passar por tudo isto novamente, e ouvi-los apresentar a sua defesa e alegar que não tenho direito a qualquer privacidade é repugnante“, lamentou.

O julgamento de 11 semanas terminou no final de março, mas ainda não é conhecida a decisão final do juíz responsável.