Qual é o seu maior vício em férias?
São vários. Dormir sem ter hora para acordar, beber um copo de vinho branco antes do almoço (mas sempre depois do meio-dia), ler a Hola e a Telva, gelados a seguir ao jantar…
Qual a tradição em férias de que nunca prescinde?
Ir todos os anos em peregrinação ao mesmo restaurante, se possível ficar na mesma mesa, pedir a mesma coisa e na mesma companhia.
Qual foi a viagem da sua vida? Com quem?
Várias. As que fiz com os meus pais e os meus irmãos, as que fiz com amigos, as que fiz com o Tiago e depois as que fizemos já com os nossos filhos. Talvez a mais especial tenha sido aquela em que mostrei Roma aos meus filhos.
O que acha dos amores de verão? Viveu algum?
Acho encantadores e uma parte importante da educação sentimental. Vivi alguns, sim.
Férias ‘casam’ bem com alguns excessos alcoólicos?
Casam. Algumas exceções servem precisamente para confirmar a regra.
Usa relógio nas férias? Preocupa-se com os horários?
Cada vez menos. É um sinal de filhos mais crescidos.
Tem mau acordar?
Péssimo.
Qual a maior loucura que cometeu em férias?
Consciente ou inconsciente? No Algarve, quando tinha aí uns seis anos decidi ir com um primo da mesma idade, sem avisar ninguém, procurar os meus pais que estariam a almoçar em outra praia. Ele desistiu a meio e eu continuei. Quando lá cheguei os meus pais já tinham ido embora. Regressei a casa, mas tudo isto demorou muito tempo e causou um grande susto.
Já mais velha foi saltar de paraquedas em Mission Beach. Até hoje não percebo como tive coragem e por que o fiz, detestei cada segundo.
A mais recente foi um passeio de barco no lago Ihema, no Parque Nacional de Akagera, no Ruanda. Era fim de tarde, a dada altura, o motor deixou de funcionar por estar entupido de algas e o lago estava pejado de hipopótamos, que não são propriamente animais simpáticos.
Que local do mundo escolheria para viver?
Não podendo transportar as minhas pessoas para qualquer lugar do mundo, acho que escolheria sempre este lugar que é o meu e o delas.
Já se sentiu envergonhada por ser portuguesa?
Nunca. Tenho muito orgulho nas minhas raízes.
Qual a praia da sua vida?
As praias entre a praia Maria Luísa e a praia de Olhos d’ Água. Umas praias cheias de rochas, a que chamávamos nomes que não estou certa de que fossem os ‘oficiais’. Passei lá grande parte dos verões durante a infância e a adolescência. Éramos muitos e de várias gerações, avós, pais, tios, irmãos, sobrinhos, muitos amigos que iam aparecendo. Às 8 da manhã havia uns a acordar e outros, vindos da noite, a deitarem-se. E o mais extraordinário é que havia sempre uma certa ordem no meio do caos.
Ainda tenho esse privilégio de férias que também incluem muita família, muito barulho e muitas gerações, mas no campo.
E continuo a colecionar outras praias da minha vida, agora mais a norte, em terras de nuestros hermanos.
De quem fugiria se colocasse o chapéu de sol ao seu lado?
De ninguém. Acho que quando estamos de férias, em frente ao mar, todas as hostilidades cessam.
Vai seguir as suas séries da Netflix e da HBO?
Não. Para mim as séries são um ritual reservado para os meses de setembro a junho.
Que livro vai levar para ler nas férias?
Intervenções do Houllebecq e a biografia do Camões do Carlos Maria Bobone.
Que jogos leva para férias para jogar com a família e amigos?
Todos os verões passo vários serões a jogar King e Código secreto.
Qual o marisco que mais lhe agrada nesta época?
Percebes. Não é fácil encontrar, mas há uma semana das férias em que não falham.
Qual é a melhor bola de Berlim?
Confesso-me mais adepta de churros de chocolate.
Se estiver numa cidade, em férias, como ocupa o seu tempo?
A perder-me, tendo como única maneira de me encontrar um mapa em papel. Para mim é a melhor maneira de conhecer uma cidade. E conhecer uma cidade também é uma maneira de nos conhecermos, a nós próprios, um bocadinho melhor.
Qual foi o melhor jogador do mundo da história do futebol?
Cristiano Ronaldo.