Relacionados
Os fones de fio deixaram de ser a tendência há muitos anos. Desde o aparecimento dos fones conectados por bluetooth que a escolhe tem sido clara.
São mais práticos, mais pequenos, mais confortáveis e fáceis de transportar.
E ainda que, nos últimos tempos, os fones com fios tenham voltado a ser “cool”, os sem fios foram um investimento que continua a ser usado.
No entanto, e apesar de não ser um tema consciente, a escolha entre fones pode estar a prejudicar a sua saúde.
Uma afirmação alarmante
“Usar fones de bluetooth é como colocar um microondas na cabeça”, considerou Patricio Ochoa, especialista em longevidade, formado pela mexicana Universidade Anáhuac Norte.
A explicação é relativamente simples (ainda que pouco científica): a comparação vem da transmissão de ondas eletromagnéticas. É uma comparação “exagerada”, no sentido em que, embora transmitam o mesmo tipo de ondas, a energia transmitida por um microondas é largamente maior. Precisamente por isso, a afirmação do médico mexicano alarmou a comunidade científica que rapidamente veio alertar que o problema não é a radiação, mas sim o volume e o tempo que uma pessoa passa com fones de bluetooth nos ouvidos.
Quais são os verdadeiros perigos?
Posto isto, a comunidade científica criou um conjunto de esclarecimentos, que excluem o conceito de “aquecimento cerebral”. A realidade é que não se deve temer a radiofrequência emitida pelos fones sem fios certificados, uma vez que essa não é prejudicial à saúde.
Por outro lado, o volume e o tempo de uso podem ser problemáticos. A recomendação é que de que permaneça no máximo 60 minutos com os dispositivos e que dê um intervalo de 60 minutos entre usos.
Caso comece a sentir um zumbido, redução súbita te audição e/ou dificuldade em compreender conversas em ambientes com ruído, procure um profissional de saúde para avaliação médica.
No fundo, não é preciso olhar para os fones Bluetooth com medo. Os dispositivos certificados não representam, segundo a evidência científica disponível, um risco para a saúde devido à radiofrequência que emitem. O maior cuidado deve estar no que facilmente esquecemos: o volume e o tempo de utilização. Fazer pausas, manter o som a níveis moderados e estar atento a alterações na audição são medidas simples que podem ajudar a proteger os ouvidos a longo prazo.