segunda-feira, 14 set. 2026

Dia Mundial do Gato: cinco curiosidades que vão fazê-lo conhecer melhor o seu amigo felino

Dormem a maior parte do dia, ouvem sons que nos passam despercebidos e conseguem orientar o corpo durante uma queda. No Dia Internacional do Gato, descubra cinco curiosidades que ajudam a explicar alguns dos comportamentos mais surpreendentes dos felinos.
Dia Mundial do Gato: cinco curiosidades que vão fazê-lo conhecer melhor o seu amigo felino

Há quem diga que os gatos são animais misteriosos. Entre barulhos, sestas ao sol, corridas repentinas pela casa e aquele hábito de escolherem os lugares mais improváveis para dormir, há muito mais para descobrir sobre estes companheiros de quatro patas. No Dia Mundial do Gato, reunimos cinco curiosidades que ajudam a conhecer melhor os felinos — e a perceber alguns dos seus comportamentos mais peculiares. 

O Dia Mundial do Gato

Este dia celebra-se anualmente a 8 de agosto.

A data foi criada em 2002 pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) com o objetivo de proteger os felinos, promover a adoção responsável e divulgar cuidados de saúde animal. 

Curiosidades

Quanto tempo dorme um gato?

Parece-lhe que o seu felino está sempre a descansar? É muito provável. Os gatos passam, em média, cerca de dois terços do dia a dormir, de acordo com a AniCura, grupo europeu de hospitais e clínicas dedicado aos cuidados médicos veterinários para animais de estimação. Posto isto em perspetiva, em nove anos, eles estão apenas três deles acordados.

A proximidade entre gato e humano

Apesar de o cérebro de um gato ser muito mais pequeno do que o de um ser humano, ambos partilham estruturas cerebrais envolvidas em processos como a memória e as emoções. Entre elas está a amígdala, uma região do sistema límbico que participa no processamento de estímulos emocionais, como o medo e as respostas a situações de ameaça. O hipocampo, associado à memória e à aprendizagem, é outra das estruturas que estudos científicos encontraram nas duas espécies.

A incrível audição dos felinos

Se alguma vez viu o seu gato virar repentinamente as orelhas para um ponto aparentemente vazio da casa, pode haver uma explicação simples: ele provavelmente ouviu alguma coisa que lhe escapou.

A audição dos gatos é particularmente desenvolvida para as frequências altas. Enquanto o ouvido humano consegue, em condições ideais, ouvir até cerca de 20 a 23 kHz, os gatos podem detetar sons que chegam aos 65 kHz e alguns estudos apontam para valores ainda mais elevados, na ordem dos 85 kHz.

Os gatos também conseguem movimentar as orelhas para localizar a origem de um som, o que lhes permite identificar com grande precisão de onde vem um ruído. Por isso, quando o seu gato parece estar a prestar atenção a “nada”, é possível que esteja, na realidade, a ouvir algo que o ouvido humano simplesmente não consegue captar.

A resistência a quedas

Há uma razão para os gatos serem famosos pela capacidade de aterrar sobre as quatro patas (e terem sete vidas). Quando os felinos começam a cair, entram em ação vários sistemas do corpo: o ouvido interno informa o cérebro sobre a posição e o movimento da cabeça, enquanto a visão e a perceção da posição dos próprios membros ajudam o animal a perceber como está orientado no espaço.

A partir daí, o chamado reflexo de endireitamento permite ao gato corrigir a posição do corpo durante a queda. Primeiro, roda a cabeça, depois a parte da frente do corpo e, por fim, a parte traseira, preparando as quatro patas para o impacto.

Isso não significa, contudo, que os gatos possam cair de qualquer altura sem consequências. Quedas, sobretudo de grandes alturas, podem provocar lesões graves e devem ser sempre evitadas.

Quando o seu gato se roça em si, é mais do que carinho

Aquele momento em que um gato se aproxima e se roça nas pernas de uma pessoa não é apenas uma demonstração de afeto. Ao fazê-lo, está também a deixar o seu odor através de glândulas presentes sobretudo na face, no queixo e noutras zonas do corpo. É uma das formas que os gatos utilizam para comunicar através do cheiro e tornar pessoas, objetos e espaços mais familiares.

Este comportamento também ajuda a criar um “cheiro de grupo” entre gatos que vivem juntos.

As patas também participam neste sistema de comunicação: além de terem glândulas nas almofadas, os gatos deixam marcas visuais e odoríferas quando arranham determinadas superfícies.