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Chega o tempo das férias e as malas voltam a ser companheiras fiéis em viagens de avião, comboio ou carro. Em Portugal, onde a calçada portuguesa, o asfalto irregular e os pavimentos dos aeroportos de Lisboa, Porto ou Faro põem as rodas à prova, um truque simples ganhou popularidade: envolver as rodas com fita adesiva. Serve sobretudo para reduzir o barulho, proteger o material e melhorar o desempenho em superfícies difíceis.
Para que serve este truque
O plástico ou a borracha dura das rodas gera um ruído forte quando rola sobre pedras, asfalto rugoso ou os mosaicos dos terminais. A fita atua como uma camada intermédia que absorve vibrações e amortece o estrondo, tornando o arrastar da mala bem mais discreto.
Além disso, protege contra o desgaste acelerado. Pedrinhas, areia da praia, fricção constante e o “lixamento” do chão atacam o material original. A fita cria uma barreira temporária que prolonga a vida útil das rodas e reduz o risco de uma delas partir a meio da viagem. Quando a camada se danifica, basta substituí-la por outra.
A superfície de certas fitas oferece ainda melhor aderência em chãos lisos ou molhados, diminuindo a possibilidade de a mala escorregar de lado. Um estudo de 2025 realizado pela InsureandGo, em parceria com uma microbióloga, concluiu que as rodas das malas acumulam quase 58 vezes mais bactérias do que um assento de sanita pública. Esta contaminação ajuda a explicar por que muitos viajantes e assistentes de bordo recomendam proteger as rodas com uma camada temporária de fita resistente antes de despachar a bagagem.
Se uma roda já estiver danificada, a mesma lógica serve de reparação de emergência. Com várias voltas bem apertadas de fita adesiva reforçada é possível recuperar o diâmetro e o rolamento da roda.
Que fita usar
Nem todas as fitas servem. A mais indicada é uma fita adesiva reforçada (a grossa, de tecido ou de lona, a que se usa para reparações e embalagens pesadas). É resistente, aguenta água e atrito e não se desfaz facilmente. Outra opção boa é a fita de silicone autofusionável: adere a si própria, cria uma camada elástica duradoura e não deixa resíduos pegajosos.
Evite a fita de pintor (a de papel azul ou bege), que se desfaz com água e atrito, e a fita isoladora comum (a preta fina de eletricidade), que é demasiado fina e escorrega com o calor. Limpe bem as rodas antes de aplicar, envolva com uma ou duas voltas sem bloquear os eixos, e retire a fita no final da viagem (ou substitua se se soltar).
Com este gesto rápido e barato, a mala ganha mais vida útil e as deslocações nos aeroportos ou nas ruas portuguesas ficam mais silenciosas e confortáveis. Experimente antes da próxima partida.