quinta-feira, 05 mar. 2026

"As pessoas que sofrem mais com ansiedade geralmente partilham três traços de personalidade", diz psicóloga viral

São muitas vezes apontadas como virtudes, mas por trás destas características pode estar uma pessoa prestes a explodir. Siga os conselhos virais desta psicóloga e aprenda a controlar a ansiedade.
"As pessoas que sofrem mais com ansiedade geralmente partilham três traços de personalidade", diz psicóloga viral

Ser responsável, sensível e empático são qualidades que toda a gente valoriza. Mas quando levadas ao extremo, podem tornar-se o principal combustível da ansiedade. É esta a tese da psicóloga espanhola Ángela Fernández, que se tornou viral nas redes sociais pela forma direta como aborda temas de saúde mental — e que tem feito muita gente rever o que sempre considerou pontos fortes.

O tema não é irrelevante em Portugal. Segundo o Estudo Nacional de Saúde 2025, desenvolvido pela Marktest para a Medicare, 34,6% dos portugueses entre os 18 e os 64 anos sofreram sintomas de ansiedade, burnout, ataques de pânico ou depressão nos últimos doze meses. Entre os jovens dos 18 aos 24 anos, esse valor sobe para quase metade: 49,8%.

Fernández identifica três traços que tendem a aparecer juntos nas pessoas com maior propensão para a ansiedade.

O primeiro é a autoexigência elevada. Quem é muito perfeccionista ou disciplinado habituou-se, desde cedo, a receber reconhecimento quando faz as coisas bem — e isso instala uma necessidade de controlo difícil de largar. Quando algo falha, a queda é maior. A recomendação passa por treinar a flexibilidade e aceitar o erro como parte natural do processo.

O segundo traço é a amabilidade excessiva — a dificuldade em dizer não, a tendência para colocar os outros em primeiro lugar e o receio de estabelecer limites, tanto na vida pessoal como no trabalho. Fernández é clara: pôr limites não é egoísmo, é coerência.

O terceiro é um nível elevado de neuroticismo, ou seja, uma sensibilidade emocional intensa que leva a sentir medo, preocupação ou irritação com maior facilidade perante pequenas contrariedades. Não é fraqueza, sublinha a psicóloga — é simplesmente um sistema nervoso mais sensível. A resposta passa por criar rotinas estáveis: dormir bem, fazer pausas reais e reservar momentos de descanso consciente.

Para Fernández, o autoconhecimento é o ponto de partida. Reconhecer estas tendências não significa resignar-se a elas, mas sim aprender a geri-las antes que tomem conta do dia a dia.

Veja aqui o vídeo

Leia sem distrações! Navegue sem anúncios em todos os sites do Universo IOL e receba benefícios exclusivos!
TORNE-SE PREMIUM