Como sempre acontece quando morre alguém conhecido, Vasco Pulido Valente tornou-se, depois da morte, uma figura consensual, amada e respeitada por todos. Antes, era detestado nos mais variados quadrantes (e ele fazia por isso, convenhamos). Depois, passou a ser um génio e um santo – independente, corajoso, brilhante. Os meus leitores sabem que nunca fiz parte desta cultura de bajulação dos que, por terem morrido, já não fazem mal a ninguém.