sábado, 24 jan. 2026

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O Matuto, o Vasco Santana e a Água Castello

O Matuto gosta de um repouso etílico. Aquele momento nocturno de reabilitar um whiskey moribundo é sagrado. Na verdade, faz parte da alma Lusa, esta benevolência com os amigos dum ‘drink’.

O Matuto e as Listas de Ano Novo

O Matuto sabe de fonte segura que por esta altura do ano, muitos exemplares homo sapiens têm o hábito de fazer listas. Bem-intencionadas, é certo, mas...

O Matuto, o Chá e os Morcegos

A contragosto o governo de Churchill reduziu para 30 gramas semanais, a ração de chá. Milhões de Ingleses passaram a secar as suas folhas de chá, depois de usadas, para poderem preparar mais uma infusão de chá preto com leite.

O Matuto e o Advento

Em Portugal, neste Advento, as salamandras tossem faíscas e uma chuva miudinha risca as janelas. Aqui, no Brasil, país que tão generosamente acolheu o Matuto no seu seio, o ar-condicionado zune segredos e a piscina sussurra convites líquidos.

O Matuto, Sartre e os Botões das Calças

Por vezes não é o grande sofrimento que esmaga uma pessoa, é a gota, o botão, a meia teimosa, o saco das compras que rasga, o fecho éclair que emperra, o despertador que insiste. Sartre compreendia isto — que o peso existencial se infiltra pelos cantos mais insignificantes da vida.

O Matuto e o Pretuguês

O Matuto considera que essas afro-variações são naturais. A mesma africanização aconteceu noutras línguas, como o Espanhol, o Inglês e o Francês. Só prova que a “língua” é um organismo vivo e isso nada tem a ver com tentativas de branqueamento.

O Matuto a Moça e a Avon

Hodiernamente, dizem alguns pacóvios que é melhor parar de beber leite porque se evita o sofrimento desnecessário de animais. O Matuto não embarca nessas modernices.

O Matuto e as Livrarias

Agora, com o mundo a comprar palavras em formato névoa digital, o Matuto sente um aperto. As livrarias fecham uma a uma, como janelas ao fim da tarde.

O Matuto e as Selfies

Matuto chega à conclusão que um dos males da existência é o narcisismo desenfreado que o mundo abraçou. Urge trazermos para a luz do dia – sugere o Matuto – esta ideia Pascaliana de um ‘anti-humanismo’.

O Matuto e o Levantar da Cabeça

O Matuto considera que a vida das coisas, tende a ficar um pouco vazia quando tudo se repete de forma mecânica. É como se os verbos e adjectivos ditos muitas vezes, virassem baba.

O Matuto e a Caneta

O Matuto continua a escrever com tinta verdadeira. Não por ser romântico, mas porque prefere borrar a escrita do que ser apagado pela história.

O Matuto e os Beijinhos

No fundo, o diminutivo é o lubrificante social do Português: adoça discussões, amacia fronteiras e até faz cócegas ao coração. E, quem sabe, talvez seja por isso que o Matuto, em vez de envelhecer, se vá apenas transformando num “velhinho resmungão”.
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