Passei pelo renovado Mercado da Ribeira numa segunda-feira, passava das dez da noite. Mais de 500 pessoas, restaurantes cheios, gente bonita, hambúrgueres gourmet, gelados Santini, chefs da moda e uma tendência que é hoje mais do que isso, é o que vende, o que é negócio, o que factura: uma pitada de tradição, outra de cosmopolitismo, o que é obrigatório conhecer, partilhar, sentir. Ao passar pelo espaço no meu tão querido Cais do Sodré não deixei de pensar que a Catarina Portas merecia que a Câmara de Lisboa lhe pagasse uma comissão por ter sido a dona do conceito.