sexta-feira, 16 jan. 2026

escrita

A queda do prazer da leitura e da escrita

Como entender que, num exame de português, 17 das 21 perguntas sejam de escolha múltipla?

Prémio Camões distingue intelectual brasileiro

Silviano Santiago “é um pensador capaz de uma intervenção cívica e cultural de grande relevância”, justificou júri.
Prémio Camões distingue intelectual brasileiro

A persistência da memória

Alguns dos autores mais antigos escreveram sobre barro. A escrita cuneiforme, o antecessor remoto do alfabeto ocidental, foi inventada no Próximo Oriente, há cerca de 5 mil anos: o objetivo era manter registos: a compra de cereais, a venda de terra, os triunfos do rei, os estatutos dos sacerdotes, as posições das estrelas, as orações aos deuses.

António Carlos Cortez. "O politicamente correto é um eufemismo para continuarmos a ser coniventes com a mediocridade"

Professor, poeta e ensaísta com duas dezenas de livros publicados, estreia-se no romance, com Um dia lusíada. Um livro ambicioso que compara a um edifício com hall de entrada, câmaras, antecâmaras, sala de leitura e claraboias para deixarem entrar luz natural.
António Carlos Cortez. "O politicamente correto é um eufemismo para continuarmos a ser coniventes com a mediocridade"

Por quem os sinos dobram

Tal como se percebe naquela obra de Hemingway, qualquer perda humana, mesmo num país longínquo, é também uma pequena morte para cada um de nós

O mundo mágico da leitura e da escrita

Ler é de facto uma porta para um mundo novo. Real e imaginário. Do sonho, do fantástico, do incrível, e também do histórico, da informação, do quotidiano. É a altura em que as crianças deixam de estar dependentes da disponibilidade dos pais para lhes contarem uma história, para serem elas próprias a fazê-lo.

Abdulrazak Gurnah. O romancista tanzaniano que fez história com o Prémio Nobel

Gurnah é agora o primeiro autor negro africano a ser reconhecido pela Academia Sueca em mais de trinta anos, depois do nigeriano Wole Soyinka, laureado nos anos 1980.
Abdulrazak Gurnah. O romancista tanzaniano que fez história com o Prémio Nobel

Samuel Bjork. "Queria ser escritor e foi o que aconteceu em Portugal"

Samuel Bjørk, pseudónimo do romancista norueguês Frode Sander Øien, é o autor do escuro e complexo mundo de Holger Munch e Mia Krüger, dois detetives dedicados a crimes macabros. Na primeira entrevista que concede nos últimos dois anos, Bjørk recorda ainda a ligação a Portugal, onde aterrou há mais de 30 anos, após sugestão de uma agência de viagens. Aterrou em Faro e seguiu para Tavira. 
Samuel Bjork. "Queria ser escritor e foi o que aconteceu em Portugal"

Pais & Filhos

Gosto imenso dos livros do Domingos Amaral, que no fundo nos conta, através das suas histórias, os Retratos Contados de Portugal (pelo seu olhar). 

Por nada… e por tudo

"Sou a favor de uma estrutura das Forças Armadas com um só comandante (o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas); sou contra a ‘proliferação’ de estrelas nas Forças Armadas"

O Combate. 'O campeão que não tirou as mãos dos bolsos'

O Combate, de Norman Mailer, é muito mais do que um livro sobre boxe tal como o combate entre Muhammad Ali e George Foreman, em 1974, em Kinshasa, foi muito mais do que uma luta pelo título de pesos pesados. Por isso se torna fácil escrever um artigo sobre ambos com um único e simples murro
O Combate. 'O campeão que não tirou as mãos dos bolsos'

Ana Luísa Amaral e Bruno Vieira Amaral vencem Prémio Pen de Narrativa

Ana Luísa Amaral e Bruno Vieira Amaral são os vencedores, ex-aequo, do Prémio PEN Clube de Narrativa 2013. E, curiosamente, os dois autores venceram o prémio com os seus romances de estreia. Ara, de Ana Luísa Amaral (ed. Sextante), marca a primeira aventura da poeta pelo território do romance, aos 57 anos, narrando uma história de amor entre duas mulheres, híbrida, provocatória, libertadora. Um romance sem personagens, sem acção, feito de vozes. Como de vozes é feito também As Primeiras Coisas, o primeiro romance de Bruno Vieira Amaral (ed. Quetzal). São elas que emergem do Bairro Amélia, personagem principal do romance, da qual saem tantas outras, as pessoas que ali vivem, ou viveram, como Vera, a adolescente que desaparece de casa, ou Joãozinho Treme-Treme, que aparece assassinado junto ao depósito de água. A decisão foi tomada por um júri composto por Teresa Salema, Vítor Viçoso e Filipa Melo. Eram também finalistas nesta categoria os romances Que Importa a Fúria do Mar, de Ana Margarida de Carvalho (que, editado pela Teorema, venceu hoje o Prémio APE de Romance e Novela), A Liberdade do Pátio, de Mário de Carvalho (ed. Porto Editora) e Armadilha, de Rui Nunes (ed. Relógio d’Água). 
Ana Luísa Amaral e Bruno Vieira Amaral vencem Prémio Pen de Narrativa
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