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cinco-sentidos
Carla Hilário Quevedo
Fanatismo maternal
A mãe de um bombista-suicida afirmou pouco depois dos atentados em Paris que o seu filho não tinha intenções de matar ninguém. É certo que Ibrahim Abdeslam se fez explodir no exterior do café Voltaire e a única vítima foi o próprio. Os familiares explicaram que os atos do terrorista foram causados por stress.
Carla Hilário Quevedo
1+1+1 =1?
Embora no momento em que escrevo ainda não se confirme a queda do governo de Passos Coelho e ascensão de um governo de esquerda do PS com acordos com o PCP e o Bloco de Esquerda, as previsões apontam para uma mudança política em Portugal. Depois de quatro anos muito duros para a população, a coligação venceu as eleições contra todas as expetativas. A vitória não chegou a ser exaustivamente interpretada nem foi assumida com a vitalidade que merecia por PSD e CDS. Penso que esta vitória tem um significado muito preciso: os portugueses fizeram imensos sacrifícios para pagar uma fatura demasiado alta por um Estado que viveu anos acima das possibilidades dos contribuintes e não querem voltar atrás. Muitas pessoas interpretaram ‘a vontade do eleitorado’ mas para darem a vitória a quem não a teve. Por muito que insistam na aritmética, três esquerdas não fazem uma esquerda. Não é irrelevante a maneira como se fazem as coisas, por isso aguardemos.
Carla Hilário Quevedo
Justiça para todos
Li a avaliação intercalar da autorização do serviço Hot TV feita pela ERC. Fiquei contente por saber que o canal cumpre os horários e que os tempos para a publicidade são corretos.
Carla Hilário Quevedo
Um sintoma
É possível que seja tarde para falar sobre a saída de Eduardo Barroso do programa Prolongamento, na TVI 24, mas o tema é demasiado interessante para ser esquecido só porque não aconteceu ontem. O tema não é naturalmente a saída em direto daquela pessoa em particular, mas o que leva um adulto a não conseguir suportar a presença de outro adulto, ao ponto de se levantar da cadeira como um boneco de mola mal o outro abre a boca e sair disparado porque não suporta o timbre da voz.
Carla Hilário Quevedo
O tempo da beijoquice
Durante o noticiário de domingo, a TVI deu uma mini-festa de despedida ao seu comentador mais querido, Marcelo Rebelo de Sousa e, ao fazê-lo, criou um novo género televisivo: o reality infotainment.
Carla Hilário Quevedo
Resumo das eleições
A PàF ganhou as eleições legislativas portuguesas, mas perdeu a maioria. O PS perdeu mas ganhou onze deputados. O PCP ganhou três deputados, o que significa que teve uma vitória estrondosa.
Carla Hilário Quevedo
Outra vez, não
Pensava que este ano não ia ser preciso falar da ‘praxe académica’, designação pomposa para uma prática estúpida em todas as suas formas e variantes.
Carla Hilário Quevedo
#IssoÉTudoMuitoBonitoMas
Apesar de resmungos de fãs, o que salva a campanha eleitoral são os comentários ao que vai acontecendo, que, francamente, tem muito pouco interesse,
Carla Hilário Quevedo
O refúgio
Li um artigo no Público com o título ‘Refugiados que sonharam com Paris e Berlim vão ser recebidos em Penela’. Sorri porque me pareceu sarcástico, mas o texto de Graça Barbosa Ribeiro era sério e referia uma boa alternativa para os desafortunados que foram obrigados a deixar os seus países. É reconfortante saber que é possível encontrar soluções dignas para estas pessoas, para contrastar com as daqueles a que chamo ‘xenófobos utilitaristas’ por admitirem a imigração forçada pelas guerras, desde que os refugiados ‘sirvam’ para realizar tarefas que os europeus civilizados recusam: as mal pagas, desprestigiadas, em que há que sujar as mãos e tapar o nariz. Outros oferecem soluções distópicas: com tantas aldeias despovoadas, por que não instalar aí os sírios? É um cenário de ficção científica. Imaginam um futuro de citadinos privilegiados e uma população rural e estrangeira. Hollywood já fez milhões com estes filmes. E a História, muitas mortes.
Carla Hilário Quevedo
O sexo emocional
Há mais de uma semana, Jorge Jesus, ex-treinador do Benfica, passou a ser treinador do Sporting. O que num mundo governado por mulheres mereceria uma nota de rodapé ou um artigo racional de uma colunista especializada em futebol - sim, é possível e desejável - transformou-se neste mundo masculino na verdadeira tragédia nacional, um filme de terror para os adeptos (excepto os portistas). Confesso que assisti ao desenrolar das acusações de “traição” e “falta de coração” com um milenar enfado feminino. Sempre me pareceu errada a caracterização dos homens como seres desligados das emoções. Basta vermos o caso do futebol, com os seus programas de “debate”, em que o sexo oposto fala durante horas a fio acerca de faltas, golos anulados e foras de jogo, para os vermos interessados num tema, sabedores da matéria, a partilhar o seu profundo conhecimento sobre estas questões. Com cabeça fria, daqui felicito o treinador Jorge Jesus pelo seu novo cargo.
Carla Hilário Quevedo
Os jesuítas
O encontro entre o Papa Francisco e Raul Castro provocou uma onda de entusiasmo. Não é que o Papa está a pôr em prática uma política internacional que realmente funciona? Claro que o caminho está cheio de espinhos. A visita a Israel foi comovente e exemplar mas dificilmente se tornará decisiva. Com Cuba será diferente, mas calma que é complicado. Para já, foi simpático da parte de Raul Castro abrir a possibilidade de voltar à religião, ir à missa e continuar a ler o que diz Francisco. Por outro lado, não devemos esquecer que se as promessas dos políticos fossem classificadas pelas agências financeiras de rating seriam CCC: pouco ou nada confiáveis. As coisas estão bem encaminhadas. Só uma observação. Fala-se muito de o facto de tanto Raul como Fidel Castro terem sido educados em colégios jesuítas poder contribuir para um melhor entendimento das partes. Não estou assim tão certa disso. Acredito é que, apesar disso, se vão entender lindamente.
Carla Hilário Quevedo
Melhor é possível
Numa entrevista ao Telegraph, José Mourinho afirmou que tem um problema: “Estou a ficar melhor em tudo”. Acredito que Mourinho creia nisto. Por mais vaidoso que pareça, este balanço feito pelo próprio não deixa de ser uma expressão de auto-estima louvável. No que diz respeito ao seu desempenho profissional, ninguém pode discutir a ascensão quase ininterrupta dos seus feitos. Foi refinando a atitude tanto nas vitórias como nas derrotas, sem deixar de ser lúcido, e até quando se mostra infernal, percebemos que a arrogância não é uma pose mas um método. Mourinho consegue reunir o equilíbrio cósmico invejável de ser odiado pelos seus inimigos e amado por todos os que o rodeiam. Até na sua coerência é imprevisível. Sim, concordo. Mourinho está a ficar melhor. E, sim, isso pode ser um problema. Mas confio que estará à altura do desafio. Não pode ser de outra forma para quem não só resolve problemas como também para quem não tem medo de os criar.
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