segunda-feira, 10 ago. 2026

Viver Para Contar

Um fraco rei faz fraca a forte gente

Terá sido D. João VI um génio, que enganou Napoleão, como alguns o apresentaram? Nada disso. Era um homem sem vontade própria, falho de energia, que navegou sempre ao sabor das circunstâncias, e contra o qual conspiraram a mulher e os dois filhos varões.

A nossa relação com o real

Os meninos e as meninas, que antes faziam camionetas com latas de sardinha e bonecas de trapos, deixaram de construir os seus brinquedos e já quase não brincam com eles: entretêm-se apenas com os videojogos, onde tudo é imaterial. A relação do ser humano com a matéria está a perder-se.

O mundo na encruzilhada

O planeta está há algum tempo numa encruzilhada. Há como que uma expectativa, que já tem alguns anos, de que alguma coisa de verdadeiramente importante aconteça. Trump e Musk são a resposta a esse sentimento. Existe a convicção de que, juntos, serão capazes de mudar o mundo. Mas para onde?

Uma Europa do Atlântico aos urais?

A Rússia não estava nada interessada em ser parte da Europa. Queria manter-se de mãos livres, como uma potência imperialista. A invasão da Ucrânia foi uma boa prova disso.

Sexo, amor e desejo

O que conduz ao sexo não é o amor – é o desejo. Enquanto o amor é casto, o desejo é libidinoso. Enquanto o amor é puro, o desejo é por natureza carnal, impuro.

Operação especial

Quando um político diz aos cidadãos: «Estejam tranquilos porque não há problema!», o que é que eles pensam? Que o político lhes está a deitar areia para os olhos, porque não quer fazer nada. Dos políticos esperam-se ações e não palavras.

Recordações de Mário Soares

‘Liberdade’ é a palavra que melhor assenta a Mário Soares. Ele foi um campeão da liberdade. Combateu Salazar, combateu Caetano, combateu o PCP, combateu os militares comunistas. E a sua vida também foi sempre uma prática de liberdade – na política e nas relações pessoais.

Lucky man

Amorim não queria jogar contrao Manchester City, por razões óbvias: se perdesse, que era o mais provável, chegaria a Manchester com uma derrota às costas contra o rival da cidade. Não seria um bom início. Mas a sorte protegeu-o, de um modo como raramente acontece no futebol.

A doença do género

Peço aos governantes que não façam experiências com as crianças, considerem os meninos meninos e as meninas meninas e façam tudo o que puderem para que eles e elas se sintam bem como são. Tornar as crianças cobaias das teorias do ‘género’ é um crime que o futuro não lhes perdoará.

Um salto qualitativo

Não vale a pena continuar a derreter dinheiro no fogo, porque isso não conduz a nada. A prova está feita. Partamos para outro patamar, ousemos dar um salto usando um potencial que já existe e está inteiramente por explorar.

A fuga de Alcoentre

O que se vai ouvindo da fuga não é nada tranquilizador. Diz-se que não existem há anos guardas nas torres, que foram substituídos por um único funcionário que vigia os ecrãs de 200 câmaras de vídeo. Será verdade?

No reino da fantasia

Se a minha avó ouvisse a expressão «pessoas que menstruam» ficaria estupefacta e perguntaria na sua ingenuidade: «Mas por que não dizem simplesmente ’mulheres’?».
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