Poesia

‘Não se pode ensinar a um computador a poesia de Rimbaud’

João Moita, poeta e autor da nova tradução da obra poética de Rimbaud, fala sobre o seu percurso e evoca a experiência e as dificuldades levantadas por este trabalho. ‘Parti para a tradução como o pugilista destreinado para o saco de boxe’
‘Não se pode ensinar a um computador a poesia de Rimbaud’

Rimbaud. O milagre diabólico

Tudo o que de significativo nos deixou foi composto entre os quinze e os vinte anos. Depois renunciou à poesia, um gesto que continua a desconcertar os seus admiradores. A obra poética de Arthur Rimbaud surge agora numa nova edição da Assírio & Alvim, com tradução de João Moita
Rimbaud. O milagre diabólico

Aimé Césaire. “Quanto sangue na minha memória!”

Depois de uma esmerada educação nas melhores instituições da capital francesa, o poeta martinicano a quem Sartre chamou o “Orfeu negro” regressou ao seu país natal como quem mergulhasse no inferno, fervendo as suas memórias para fazer afluir à tona as suas impurezas, toda a humilhação e opressão a que a sua raça fora sujeita.
Aimé Césaire. “Quanto sangue na minha memória!”

A poesia contra o nojo

O nojo é próprio dos cobardes e dos assassinos de toda e qualquer forma de humanidade – até mesmo da poesia

Apollinaire. O deus da nossa juventude

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Apollinaire. O deus da nossa juventude

João Pedro George. ‘Queriam um santo de altar, era?’

Num cruzamento avassalador de testemunhos, cartas e outros documentos, a nova biografia de Herberto Helder vale por si só como o retrato de um espírito voraz, denso e contraditório, cheio de argúcias, de perversidade e de um génio maiúsculo. Afinal, o homem era maior do que o seu mito.
João Pedro George. ‘Queriam um santo de altar, era?’

Relâmpago, n.º 42. Uma geração alheada de si mesma

Saiu novo número da revista de poesia, desta vez com atenção pelos mais novos, os habituais deslumbramentos fictícios, tendo a encomenda ficado a cargo de um só antologiador, que veio impingir o elenco da sua preferência na última década e meia, numa composição ziguezagueante, desnorteada, oferecendo-nos outra manifestação de pechisbeque
Relâmpago, n.º 42. Uma geração alheada de si mesma

Encontrado dentro de um volume de Shelley

Em 1818 o casal mudou-se para Itália. E foi aí que Percy teve o seu período mais criativo. Entre outros poemas escreveu ‘Ozymandias’, um soneto inspirado numa escultura colossal de Ramsés II. E ‘To a skylark’, que descreve um passarinho com que ele e Mary se cruzaram num passeio pelo campo

Anne Boyer. ‘Quem está surpreso com o que se passa nos EUA, claramente não estava a prestar atenção’

Depois de um dilacerante livro de memórias sobre o cancro que lhe foi diagnosticado em 2014, Boyer notabilizou-se como uma das autoras norte-americanas que melhor tem sabido confrontar os tabus sociais da nossa cultura
Anne Boyer. ‘Quem está surpreso com o que se passa nos EUA, claramente não estava a prestar atenção’

Catarina Costa. Os lugares-comuns da catástrofe

Numa sensibilidade de fim do mundo, tão ao gosto do imaginário contemporâneo, Catarina Costa dá-nos uma poesia em tons bastante sóbrios, sem qualquer desespero ou melancolia, que se limita a cartografar a transformação da catástrofe em lugar-comum.
Catarina Costa. Os lugares-comuns da catástrofe

Baudelaire. Esse coração fundo como um abismo

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Baudelaire. Esse coração fundo como um abismo

Jacques Prevel. Estrelas suspensas a uma frágil altura

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Jacques Prevel. Estrelas suspensas a uma frágil altura
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