terça-feira, 16 jun. 2026

No Longo Prazo Estamos Todos Vivos

Como perder tempo no faz de conta político

A longa negociação do Código do Trabalho não serviu para quase nada. A não ser para criar talvez o primeiro desaire do Presidente da República, que precisa de desentalar-se da difícil posição em que se colocou.

Mais lei e menos justiça

Está em curso um acerto de contas contra o Tribunal de Contas. O esvaziamento dos seus poderes não provocou aliás um só suspiro de alívio – provocou sim turbinados gritos de alívio de quem se vê desalgemado da vigilância para o que finalmente vai poder fazer.

Uma civilização inteira

Há duas maneiras de olhar para Trump. Ou está doido varrido ou é tão inteligente que, iludindo-nos, porfia um objetivo final que os comuns dos mortais não entreveem.

Cada um por si

O grande projeto de paz que foi a CEE conseguiu criar a massa de uma moeda única mas não a argamassa política ou económica de um espaço comum.

A todo o gás (natural)

A equipa de Montenegro anunciou congelamentos de impostos nos combustíveis, descontos adicionais para o gasóleo profissional e descidas no gás de bilha, mas não ligou pevide às empresas industriais.

Vamos lá fora resolver isto?

Costa tinha um líder da oposição, Montenegro teve dois até aqui – e agora tem três. Passos Coelho incomoda muita gente.

Bem-vinda, dívida

A calamidade provocada pelo mau tempo exige muito dinheiro em pouco tempo. Dinheiro para acudir, para socorrer, para remendar, reerguer.

Uma torneira de vinho e três mil euros em cada casa

Crendo em Montenegro, o salário mínimo vai subir 6% ao ano até 2029 e 10% até 2033!

O sonho que os senhorios não ousavam ter

O programa do Governo está a ser cumprido. Porque os impostos estão a descer – primeiro nos rendimentos de trabalho e nos lucros das empresas, agora nos rendimentos prediais.

E se não tivesse havido geringonça?

O país seria muito diferente se Costa, Jerónimo e Catarina não se tivessem aliado há dez anos. Haveria mais PCP e BE e menos Chega e IL. Como diz Cotrim, ‘imagina Portugal’.

A primeira linha do poder

Estranho que ninguém diga o óbvio, que Passos Coelho é neste momento o grande opositor interno de Montenegro no PSD.

Mãos ao ar!

No Novo Banco, o assalto fez-se ao contrário: o prejuízo foi coberto pelos anónimos contribuintes. Pelo Estado.
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