segunda-feira, 09 fev. 2026

TikTok vai reforçar deteção de idade na Europa para identificar contas de menores

Segundo a plataforma, a nova tecnologia foi desenvolvida especificamente para a Europa, em articulação com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda, o principal regulador de privacidade do TikTok na União Europeia. Os utilizadores europeus serão notificados assim que o sistema entrar em vigor
TikTok vai reforçar deteção de idade na Europa para identificar contas de menores

O TikTok vai implementar novas tecnologias de deteção de idade em toda a Europa nas próximas semanas, numa altura em que a plataforma, detida pela ByteDance, enfrenta crescente pressão regulatória para identificar e remover contas de crianças com menos de 13 anos.

De acordo com a agência Reuters, o sistema — até agora desconhecido — resulta de um projeto-piloto testado durante um ano no Reino Unido e analisa informações de perfil, vídeos publicados e sinais comportamentais para prever se uma conta poderá ser de um menor.

Segundo a empresa, as contas sinalizadas não serão automaticamente banidas, mas sim avaliadas por moderadores especializados, .

A implementação acontece num contexto de escrutínio das autoridades europeias sobre os mecanismos de verificação de idade das plataformas digitais, à luz das regras de proteção de dados. Existem preocupações de que os métodos atuais sejam ineficazes ou excessivamente invasivos.

No ano passado, a Austrália impôs a primeira proibição mundial do acesso às redes sociais por crianças com menos de 16 anos, enquanto o Parlamento Europeu tem pressionado para a definição de limites etários nas plataformas. A Dinamarca defende a proibição das redes sociais para menores de 15 anos.

O projeto-piloto no Reino Unido levou à remoção de milhares de contas adicionais pertencentes a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, um juiz estadual do Delaware (EUA) deverá ouvir esta sexta-feira a tentativa do TikTok de rejeitar um processo judicial apresentado no ano passado pelos pais de cinco crianças britânicas que morreram, alegadamente enquanto participavam em vídeos de partidas e desafios promovidos pela plataforma.

A ação judicial acusa os algoritmos do TikTok de promover conteúdos perigosos, incluindo o chamado “desafio de blackout”, que incentiva a autoestrangulação. Algumas das vítimas tinham menos de 13 anos.

“A ByteDance prejudicou estas crianças depois de a sua liderança saber que decisões de programação estavam a resultar na morte acidental de menores”, sustenta o processo apresentado no Tribunal Superior do Delaware.

O TikTok afirmou que “proíbe estritamente conteúdos que promovam ou incentivem comportamentos perigosos”, acrescentando que mantém as suas “mais profundas condolências” às famílias envolvidas.

A empresa lembra que não existe ainda um método universalmente aceite para confirmar a idade dos utilizadores preservando a privacidade. Nos recursos contra suspensões de contas, o TikTok utilizará estimativas de idade facial do fornecedor Yoti, além de verificações com cartão de crédito e documentos de identificação oficiais — um sistema também utilizado pela Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Segundo a plataforma, a nova tecnologia foi desenvolvida especificamente para a Europa, em articulação com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda, o principal regulador de privacidade do TikTok na União Europeia. Os utilizadores europeus serão notificados assim que o sistema entrar em vigor.