quarta-feira, 13 mai. 2026

Meta recorre a inteligência artificial para estimar idade dos utilizadores através de características visuais

O principal objetivo passa por identificar utilizadores que possam estar a indicar uma idade incorreta, em particular menores de 13 anos.
Meta recorre a inteligência artificial para estimar idade dos utilizadores através de características visuais

A Meta está a desenvolver tecnologia de inteligência artificial (IA) capaz de estimar a idade dos utilizadores com base no conteúdo que partilham nas suas plataformas. Uma medida que pretende reforçar a proteção de menores nas redes sociais.

A empresa pretende recorrer à análise de características físicas presentes em fotografias e vídeos para inferir a faixa etária dos utilizadores, bem como celebrações de aniversário ou menções a boletins escolares, sobretudo nos casos em que há suspeitas de idade incorreta nos perfis.

"A nossa IA baseia-se em características gerais e pistas visuais, como a altura ou a estrutura óssea, para estimar a idade aproximada de uma pessoa", explicou a empresa numa publicação no blogue, citado pela a agência Lusa, referindo que esta medida começou a ser implementada em países selecionados, incluindo os Estados Unidos, antes do seu lançamento geral.

Apesar da referência à “estrutura óssea”, o sistema não realiza qualquer exame médico. O objetivo é fazer uma análise visual do tamanho físico das pessoas que aparecem nas publicações da conta em questão. Análise essa que será processada por algoritmos treinados para identificar padrões associados a diferentes idades.

O principal objetivo da Meta passa por identificar utilizadores que possam estar a indicar uma idade incorreta, em particular menores de 13 anos, que não devem ter acesso às plataformas segundo as regras da empresa.

Ao detetar discrepâncias, a tecnologia poderá levar à aplicação automática de restrições, como limitações de conteúdos, alterações nas definições de privacidade ou mesmo a suspensão de contas.

A empresa tem vindo a reforçar este tipo de mecanismos numa altura em que enfrenta maior pressão regulatória, sobretudo na Europa, para garantir ambientes digitais mais seguros para crianças e adolescentes.