Inteligência Artificial ilumina o universo: 118 novos planetas identificados através de novo sistema

Esta descoberta reforça como a Inteligência Artificial pode (e deve) ser usada para potenciar ferramentas e acelerar a inovação.
Inteligência Artificial ilumina o universo: 118 novos planetas identificados através de novo sistema

A astronomia está sempre a surpreender e a Inteligência Artificial veio ajudar na rapidez e eficácia dos estudos. Agora foram validados mais de 100 novos exoplanetas, incluindo 31 recentemente detatados através de uma nova ferramenta de inteligência artificial.

Através dos dados do telescópio espacial TESS, da NASA, com mais de 2,2 milhões de estrelas recolhidas, a nova ferramenta, denominada Raven, possibilitou a deteção dos novos exoplanetas. Os detalhes foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society por investigadores da universidade de Warwick.

“Graças ao Raven, conseguimos validar 118 novos planetas e mais de 2.000 candidatos a planetas de alta qualidade, dos quais quase 1.000 são totalmente novos”, declara Marina Lafarga Magro, uma das responsáveis pela investigação. "Isto representa uma das amostras melhor caracterizadas de planetas próximos e ajudar-nos-á a identificar os sistemas mais promissores para estudos futuros", acrescenta.

Entre os 118 exoplanetas, existem vários com características diferentes. Há aqueles com um período "ultracurto", que orbitam as suas estrelas em menos de 24 horas; ou aqueles que são considerados do "deserto neptuniano", pouco comuns, e que foram encontrados em regiões que a equipa de astrónomos considerava que seriam "escassos".

“O desafio reside em determinar se o escurecimento é realmente causado por um planeta em órbita da estrela ou por outra coisa, como estrelas binárias em eclipse, que é precisamente o que o Raven tenta resolver”, explica um outro responsável, referindo que confirmar quais os novos planetas são "reais" é o maior desafio contemporâneo.

Segundo ele, essa é a mais valia do Raven: “Treinámos modelos de aprendizagem automática para identificar padrões nos dados que nos indiquem o tipo de fenómeno que detectámos, algo em que os modelos de IA se destacam”.

Esta descoberta reforça como a Inteligência Artificial pode (e deve) ser usada para potenciar ferramentas e acelerar a inovação.