quarta-feira, 09 set. 2026

Vírus altamente contagioso estará na origem de surto de gastroenterite no Faial que já levou meio milhar de pessoas às urgências

O surto terá afetado maioritariamente a população adulta.
Vírus altamente contagioso estará na origem de surto de gastroenterite no Faial que já levou meio milhar de pessoas às urgências

Um “vírus de elevada transmissibilidade” estará na origem do surto de gastroentrite que levou centenas de pessoas às urgências na ilha do Faial, Açores.

"O agente mais provável é um vírus de elevada transmissibilidade, mas habitualmente inofensivo (do grupo dos norovírus, aguardando-se a confirmação em laboratório)", informou a Delegação de Saúde da Horta, em comunicado citado pela agência Lusa. 

O Delegado de Saúde da ilha, Armando Faria, dá conta ainda de que o surto terá afetado maioritariamente a população adulta, poupando a população mais idosa, “o que é tranquilizador”.

“Não existe qualquer evidência que associe os casos à água da rede pública, mantendo-se, por precaução, a sua análise", assinala ainda.

O surto terá tido início em meados de julho, entre os dias 13 e 20. "Tudo aponta para uma introdução associada à maior circulação de pessoas própria do verão - chegadas por via aérea e marítima, sobretudo do continente, onde o vírus circulava -, com posterior amplificação nos habituais contextos de convívio estival da ilha (festivais, marina e praias) e transmissão sustentada de pessoa para pessoa", admite, realçando ainda que "o número de reprodução efetivo - quantas pessoas, em média, cada doente infeta - subiu acima de um na semana de 20 de julho, atingiu cerca de 1,5 e estabilizou, mais recentemente, em torno de 1,3".

O Delegado de Saúde garante ainda que o padrão de melhoria mantém-se “benigno na larguíssima maioria dos casos, com resolução espontânea em poucos dias”. 

Os serviços de urgência registaram quase meio milhar de casos entre o dia 1 de julho e esta terça-feira. A resposta ao surto tem sido coordenada com o Hospital da Horta, a Unidade de Saúde da Ilha do Faial, as equipas de controlo de infeção, a entidade gestora da água e a autarquia, com monitorização diária e com o apoio técnico da Direcção Regional da Saúde e da Coordenação Regional de Saúde Pública.

"Não há motivo para alarme; há, sim, motivo para manter os cuidados simples que interrompem a transmissão", garante Armando Faria, que sublinha o permanente acompanhamento da situação.