quarta-feira, 13 mai. 2026

Vereador do Chega em Lisboa terá ameaçado criança de 10 anos. Processo acabou arquivado pela justiça

O caso remonta a 2 de maio de 2017, no externato que frequentava o filho de Bruno Mascarenhas.
Vereador do Chega em Lisboa terá ameaçado criança de 10 anos. Processo acabou arquivado pela justiça

O vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa, Bruno Mascarenhas, está novamente envolto em polémica. Desta vez, foi divulgado um (quase) processo por ameaças a um menor - que apenas não foi em frente porque o pai da vítima não avançou com uma queixa.

O caso remonta a 2 de maio de 2017. Bruno Mascarenhas ter-se-á dirigido a uma criança de 10 anos no Externato Rainha Dona Amélia com a frase "é por causa de ti que vou partir o focinho ao teu pai", de acordo com o auto da PSP, citado pelo Correio da Manhã. É também aquele externato que frequenta o filho do vereador que, na altura, era dirigente do Sporting Clube de Portugal. Ao que tudo indica, Bruno Mascarenhas interviu num conflito entre o ameaçado e o seu filho.

De acordo com o processo, a procuradora do Ministério Público considerou estar em causa um crime de ameaça dirigido ao pai do menor, mas que envolvia a própria criança. No mesmo processo, o pai do menor ameaçado prestou declarações, onde confirmou a existência de um conflito entre os dois menores, onde o filho do vereador ficou "ferido com gravidade, pois caiu e fraturou a clavícula", pode ler-se no processo citado pelo mesmo jornal. Posto isto, o pai decidiu não avançar com um processo por ameaça contra Bruno Macarenhas, tendo o caso sido arquivado em novembro de 2017.

Recorde-se que o vereador da Câmara de Lisboa esteve envolvido noutra polémica já este ano, após ter sido condenado por injúrias à ex-mulher. Terá utilizado expressões como "prostituta profissional", "chulazeca ordinária" e "sopeirita do Funchal" para se dirigir à mulher, após esta exigir o pagamento da pensão de alimentos do filho mais novo, que Bruno terá deixado de pagar em 2011.

Mais tarde este ano, foi revelado que o vereador terá contratado como jurista a filha de um dirigente do partido, estando ainda ligado ao caso da sua namorada, Mafalda Livermore, que foi exonerada dos serviços sociais da autarquia por alegadamente arrendar casas em situação ilegal a imigrantes com condições precárias. Além disso, novas queixas revelaram que vendia serviços de jurista sem ter formação para tal. A deputada do partido Chega Rita Matias pediu a demissão do vereador.