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A morte de Lara, a menina de oito anos que foi alegadamente morta pela madrasta por vingança ao seu pai, está a impactar o país. A aldeia de Celeirós, em Valpaços, Viana do Castelo, onde viviam está em choque depois da confissão de Eulália, de 48 anos, única suspeita do crime.
O crime
As conclusões preliminares da Polícia Judiciária descrevem que o crime terá sido premeditado pela madrasta.
Naquela tarde, Eulália terá ido buscar a criança de oito anos à escola que frequentava, em Carrazedo de Montenegro. Terá dito à escola que ia levar a criança a uma consulta. Depois disso, nunca mais ninguém viu Lara.
A PJ informou que a vítima foi alvo de agressões violentas.
O corpo foi encontrado na madrugada de quinta-feira, ainda com a mochila da escola, na serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar, após poucas horas de buscas iniciadas na sequência do alerta do pai.
Após ser ouvida pelas autoridades, a madrasta da criança terá confessado o crime e dado as coordenadas para localizar o corpo da criança. O motivo está relacionado com uma discussão e posterior rutura da relação com o pai de Lara.
Eulália pode ser acusada pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver e arrisca a pena máxima de 25 anos de prisão. Será presente a tribunal esta sexta-feira para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação adequadas.