Um minuto fez a diferença. Um utente da Unidade de Saúde da Brandoa, na Amadora, viu a consulta com a médica de família cancelada por se ter apresentado 60 segundos depois da hora marcada.
De acordo com o Correio da Manhã, que avança com a notícia, o caso ocorreu na quarta-feira passada. A consulta estava agendada para as 10h40 e, às 10h41, quando tentou retirar a senha para confirmar a presença, o sistema automático já não permitiu o registo.
“Fui ao guiché e a secretária disse-me que estava fora da hora, que devia ter chegado meia hora antes e que a médica já não me podia atender”, contou o utente ao mesmo jornal.
Perante a situação, apresentou reclamação. “Acho um excesso de zelo, quando os médicos se atrasam também temos de esperar”, acrescentou.
Consulta foi remarcada
A consulta acabou por ser reagendada para esta quarta-feira.
Contactada pelo Correio da Manhã, a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra garantiu que “não deu orientações para tolerância zero nos cuidados de saúde primários”, acrescentando, no entanto, que as unidades têm autonomia para gerir os recursos “da melhor forma possível”.
O episódio reacende o debate sobre a gestão de horários nos cuidados de saúde primários e a margem de tolerância aplicada a atrasos de curta duração e os critérios diferentes que existem para utentes e para profissionais de saúde.