segunda-feira, 14 set. 2026

Um eclipse raro, uma imagem única e um risco para o telemóvel: saiba quais as regras de segurança para fotografar o fenómeno

Quando o céu escurecer e a Lua começar a tapar o Sol, é provável que haja uma coisa que apareça quase tão depressa como o eclipse: o telemóvel. Afinal, quem é que quer perder a oportunidade de guardar uma imagem de um fenómeno tão raro? Mas há detalhes de segurança que não lhe podem escapar.
Um eclipse raro, uma imagem única e um risco para o telemóvel: saiba quais as regras de segurança para fotografar o fenómeno

É quase automático: acontece algo raro no céu, tiramos o telemóvel do bolso e apontamos a câmara.

No dia 12 de agosto, todos os olhos vão estar no mesmo sítio. A Península Ibérica vai poder assistir ao primeiro eclipse solar em mais de um século - e o próximo só acontece em 2144. 

No caso de um eclipse solar, porém, o gesto tão habitual de fotografar pode trazer riscos que nem sempre são óbvios. Pode registar o fenómeno, claro, para mais tarde recordar, mas há cuidados que deve ter para não danificar o seu dispositivo (e para conseguir a fotografia perfeita).

Quais os riscos para o seu telemóvel/câmara?

Os cuidados com a sua visão já estão mais que definidos: deve usar uns óculos próprios para observação do eclipse, que respeitem a norma ISO 12312-2:2015, designada pela NASA.

Os telemóveis fazem com que a luz que entra pela objetiva seja concentrada numa área muito pequena - o sensor da câmara. 

Ao apontar a câmara durante muito tempo diretamente para o sol (que parece que, por estar tapado, não emite radiação), o módulo da câmara pode sobreaquecer e queimar de forma irreversível os fotodíodos - um componente eletrónico semicondutor que converte luz em corrente elétrica. As consequências são manchas e píxeis inativos nas imagens, sem forma de recuperar.

Assim, tal como os seus olhos, a câmara do seu dispositivo necessita da mesma proteção.

Como fotografar o eclipse em segurança

Embora especialistas considerem que uma fotografia rápida e isolada não danifica os sensores do telemóvel (apesar de a probabilidade aumentar com o zoom), há regras de segurança que devem ser cumpridas para evitar correr riscos. 

Tal como os nossos olhos, enquanto o eclipse estiver a acontecer, a câmara precisa de um filtro. Uma opção económica pode ser cortar uma das lentes de uns óculos certificados e colocá-la à frente da câmara quando apontar para o céu. Não deve deixar quaisquer folgas para que a radiação não atinja o dispositivo.

Existem também filtros solares próprios para smartphones.

Conselhos para fotografar o fenómeno 

Além da proteção e bloqueio da luz do sol antes de começar a fotografar, há outras dicas para evitar que o seu telemóvel sofra quaisquer danos (e para garantir que tem a fotografia perfeita). 

  • Bloqueie o foco e a exposição no Sol antes de começar a fotografar ou filmar. Na maioria dos telemóveis, basta tocar no que quer focar (neste caso, o Sol) e manter o dedo no ecrã até aparecer um pequeno cadeado. 

  • Se estiver numa zona onde o eclipse será total, retire a proteção apenas no momento em que o Sol estiver totalmente tapado, para poder captar a coroa solar. Assim que a totalidade terminar, volte a colocar a proteção. 

  • Tenha atenção à temperatura do telemóvel. O calor que se faz sentir nesta altura combinado com a exposição direta ao Sol, pode sobreaquecer o aparelho. Mantenha o dispositivo à sombra sempre que conseguir.