quarta-feira, 15 jul. 2026

Um ano depois do crime, tribunal condena a 21 anos e meio de prisão o autor da morte de "Manu" num bar académico em Braga

O desentendimento terá começado quando "Manu" confrontou um dos amigos do arguido por achar que este teria adulterado a bebida de uma jovem.
Um ano depois do crime, tribunal condena a 21 anos e meio de prisão o autor da morte de "Manu" num bar académico em Braga

O Tribunal de Braga chegou a um veredito no caso do homicídio de Manuel Gonçalves, conhecido como "Manu", um jovem morto à porta de um bar académico em Braga em abril do ano passado.

Mateus Marley Machado, de 27 anos, foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão pelo homicídio, com a justiça a dar como provados todos os facto da acusação. O arguido é condenado pelos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma proibida.

O Ministério Público considera que as declarações a alegar legítima defesa, conversas que manteve com a namorada onde explicava a estratégia a usar em caso de recurso, os indícios encontrados no bar e o ADN do arguido numa garrafa e numa pedra comprovam "sem dúvida" que o arguido é culpado.

"O arguido agiu e reagiu de modo desmedido e inapropriado", de acordo com o acórdão, que refere ainda a "dor que o tempo não conseguiu amenizar" pela qual passam os pais e irmã da vítima. "Vivem num estado permanete de luto e desorientação", pode ler-se.

O tribunal considera que foi uma forma "desumana e crua de se tirar a vida a alguém". "A sociedade tem de perceber que estas situações não podem passar impunes. O arguido deve ser condenado pelos crimes que lhe são imputados, numa pena proporcional e adequada, tendo em conta a juventude do arguido", considerou a procuradora.

Recorde-se que o caso remonta a abril do ano passado, na sequência de uma rixa no interior do bar académico, em Braga. O desentendimento terá começado quando "Manu" confrontou um dos amigos do arguido por achar que este teria adulterado a bebida de uma jovem. Posteriormente, já no exterior do bar, "iniciou-se uma contenda, com confrontos físicos", segundo a acusação do Ministério Público.