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A operação de raptriamento dos suspeitos de infeção por hantavírus, vindos do navio de cruzeiro MV Hondius onde morreram três pessoas infetadas, foi feita num voo da Euroatlantic, com tripulação portuguesa. Os relatos da equipa deixam preocupações em relação à forma como está a ser tratado o surto, embora a companhia aérea garante que cumpriu todos os protocolos de segurança.
A equipa portuguesa queixa-se de falta de informação e de não terem proteção suficiente para fazer parte da operação de repatriamento.
De acordo com o noticiado pela SIC Notícias, os elementos da tripulação apenas souberam que iam para Tenerife fazer um voo de repatriamento já na chegada ao aeroporto. Esta situação foi justificada pela companhia aérea, que sublinhou que "não existe qualquer regulamento, interno ou externo, que determine a necessidade de um pré-aviso específico para este tipo de voo".
Naquele voo terão embarcado quatro passageiros do Canadá e nove assistentes de bordo portugueses. De notar que os passageiros apenas embarcaram após uma avaliação médica.
No entanto, a tripulação insiste na insegurança que sentiu, revelando algum receio durante o voo, uma vez que alegam não ter recebido qualquer formação ou preparação para agir perante uma situação deste tipo. Descrevem ainda que estavam apenas equipados com luvas e uma máscara.
Já na aterragem, o transporte que os iria levar o hotel, explicam na denúncia, recusou-se a fazer a viagem após saber que o avião tinha vindo com passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, onde surgiu o surto fatal de Hantavírus. Aquele Boeing 767 terá seguido para Amesterdão, onde já aguardava outra tripulação para um voo para a América do Sul.
A equipa portuguesa irá voltar a Portugal esta terça-feira, divididos num voo da TAP e outro da KLM.
Por sua vez, a Euroatlantic garante ter cumprido com todas as medidas de segurança exigidas numa situação de emergência sanitária. Em resposta à SIC, a companhia aérea explica que os cinco passageiros repatriados "não estavam infetados" e que a aeronave foi desinfetada logo após o desembarque no Canadá.
As autoridades canadianas garantiram ainda à Euroatlantic que "não seriam necessárias quaisquer medidas adicionais".