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O Tribunal de Família e Menores de Aveiro esclareceu esta terça-feira que o pai do jovem que matou a mãe, vereadora da Câmara Municipal de Vagos, não apresentou provas nem se defendeu relativamente à proposta do Ministério Público de internamento do filho.
Em comunicado, o tribunal sublinha que o processo seguiu diretamente para julgamento, sem necessidade de audiência prévia, tal como prevê a lei, após a proposta do Ministério Público.
Mesmo que o jovem de 14 anos tivesse confessado o crime ou que o pai tivesse feito outras alegações, o julgamento era necessário para "a produção de prova e prolação de decisão", explica o comunicado. O tribunal reafirma ainda que o processo seguiu rigorosamente a lei, na sequência de informações contrárias divulgadas pela comunicação social.
Recorde-se que, em outubro de 2025, Susana Gravato, vereadora da Câmara Municipal de Vagos, foi morta com dois tiros disparados pelo filho, de 14 anos. O jovem confessou ter usado a arma do pai, que foi pouco depois encontrada na campa dos avós paternos, após o jovem ter revelado o local às autoridades.
O julgamento começou no passado dia 25 de março, no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, com audiência a decorrer à porta fechada.