quarta-feira, 13 mai. 2026

Três meses depois da tempestade Kristin agricultores afetados apontam demora e insuficência de ajuda

Os agricultores afetados pela tempestade Kristin continuam sem apoios suficientes e atrasados, destancando a necessidade para melhorias e rapidez na resposta.
Três meses depois da tempestade Kristin agricultores afetados apontam demora e insuficência de ajuda

No final de janeiro, Portugal foi atingido por diversas tempestades dominadas por “comboio de tempestades” que deixaram rastos de destruição pelo país. Depois de três meses as consequências das tempestades ainda se fazem sentir em algumas partes do país. Agricultores de várias regiões alertam para a demora e insuficiência dos apoios.

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), os dados apresentados, a 15 de abril, pelo Ministro da Agricultura na Assembleia da República, foram uma resposta insuficiente para as necessidades concretas que era preciso atender. A CNA aponta que o problema não foi por falta de candidaturas, nem no interesse dos agricultores, mas sim devido a critérios de elegibilidade considerados desajustados e limitativos.

A CNA defende que, no caso da ajuda simplificada, atualmente limitada a 10 mil euros é insuficiente e deve ser alargado para 15 mil, tal como sucedeu em 2025 depois dos incêndios. A organização afirmou que considera injusto que as culturas temporárias, como o milho e as hortícolas, fiquem de fora do regime simplificado, obrigando muitos produtores a recorrer à medida de Restabelecimento do Potencial Produtivo (C.4.1.3 do PEPAC). Ainda assim, se não cumprirem requisitos como prejuízos acima de 30% da capacidade produtiva ou valores superiores a 5 mil euros, ficam sem qualquer apoio.

A organização solicita, ainda, a rápida implementação dos apoios à perda de rendimento previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visto que muitas explorações perderam por completo as colheitas, comprometendo a sua viabilidade económica, sobretudo em culturas permanentes, onde os efeitos podem prolongar‑se por vários anos.

Com o calor a apertar e a epóca dos incêndios a aproximar-se, volta a preocupação e o sentimento de insegurança que aumenta este ano com a existência de grandes quantidades de madeira caída nas matas. Resultado das tempestades constantes no principio do ano cujo os rastos de destruição deixados para trás, aumenta o risco de fogos rurais. A confederação apela então a operações de remoção urgente.