Um trabalhador estudante do Aldi, em Picoas, foi informado da transferência definitiva de local de trabalho para uma loja no Porto, a 300km de distância.
Em comunicado enviado ao jornal AbrilAbril, o sindicato denomina esta prática do Aldi como um "despedimento encapotado" que é uma prática ilegal onde o empregador, para evitar os custos e procedimentos do despedimento direto, pressiona o trabalhador a cessar o contrato, simulando uma demissão voluntária.
"Nada justifica a transferência de um operador de supermercado para tão longe sem o seu acordo, pondo em causa inclusivamente a continuidade dos estudos deste trabalhador na faculdade», afirma o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN)", pode ler-se.
"O artigo 194.º do Código do Trabalho determina que uma alteração destas apenas pode avançar quando se verifica o encerramento da loja ou «quando outro motivo do interesse da empresa o exija e a transferência não implique prejuízo sério para o trabalhador»."
Embora o CESP tenha solicitado um encontro com a empresa para tratar da situação do trabalhador-estudante, o Aldi não dá resposta, permanecendo-se em silêncio sobre a situação.
Esta segunda-feira ficou marcada por um protesto em frente à loja em Picoas, com o objetivo de reverter a transferência.