Os abusos remontam ao ano letivo 2024/2025, quando o predador sexual ensinava desporto no âmbito das atividades de enriquecimento curricular (AECs) numa escola em Sátão.
O homem, de 47 anos, chamava as meninas entre os 6 e os 7 anos para um lugar isolado, onde os restantes colegas não os vissem. Aí, colocava-lhes uma venda e, sob o pretexto de que seria um "jogo sensorial", abusava sexualmente delas.
De acordo com a acusação do Ministério Público, citada pelo Correio da Manhã, "o professor submeteu as alunas a atos de natureza sexual que procurou mascarar sob a forma de jogos sensoriais, mantendo sempre a aparência de uma dinâmica de jogo ou brincadeira por forma a convencer as crianças a suportar ou a manter consigo tais comportamentos".
Embora ameaçasse as crianças para não contarem aos seus familiares o que se passava naquelas aulas, o pai de uma das meninas, por estranhar o comportamento da filha, contactou a Polícia Judiciária.
As autoridades encontraram nas buscas tubos de vaselina, toalhitas refrescantes e uma venda com ADN de perfil feminino, além do ADN do predador, que terá abusado de três crianças.
O arguido, funcionário da Câmara Municipal de Sátão há mais de 20 anos, está desde o ano passado em prisão preventiva. Foi agora acusado de cinco crimes de abuso sexual de menores agravado pelo Ministério Público e irá começar a ser julgado no Tribunal de Viseu.