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Um dos quatro homens detidos por alegados crimes violentos cometidos no Grande Porto ficou esta sexta-feira em prisão preventiva, enquanto os restantes três arguidos saíram em liberdade sujeitos a medidas de coação.
Os suspeitos foram presentes a primeiro interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto e o tribunal determinou a aplicação da medida de prisão preventiva a um dos arguidos e impôs aos restantes apresentações bissemanais às autoridades, além da proibição de contactos entre os suspeitos e com as vítimas.
De acordo com a agência Lusa, os quatro homens estão “fortemente indiciados” pela prática dos crimes de rapto, sequestro, ofensa à integridade física qualificada, coação, acesso ilegítimo, furto de uso de veículo e detenção de arma proibida.
Os factos investigados remontam à madrugada de 12 de outubro de 2025, nas localidades de Valongo e da Maia.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, a Polícia Judiciária explicou que os suspeitos terão mantido duas vítimas privadas da liberdade durante cerca de três horas, recorrendo a agressões físicas e ameaças.
Segundo a investigação, os arguidos procuravam localizar uma terceira pessoa, que suspeitavam ter furtado um quilograma de produto estupefaciente a um dos elementos do grupo.
A PJ refere ainda que uma das vítimas foi obrigada a deslocar-se a um estabelecimento de diversão noturna para tentar encontrar uma mulher que pudesse indicar o paradeiro do alegado autor do furto da droga.
Os suspeitos terão também obrigado uma das vítimas a facultar acesso ao telemóvel e a assinar uma confissão de dívida.
Como não conseguiram localizar a pessoa procurada, os arguidos acabaram por subtrair a viatura da vítima, acrescenta a polícia.
Os detidos têm idades entre os 23 e os 32 anos e são praticantes de modalidades de combate como pugilismo, jiu-jitsu e MMA.
De acordo com a PJ, a superioridade física e numérica do grupo impediu qualquer reação das vítimas durante os episódios de violência.
A investigação revela ainda que um dos suspeitos não possui atividade profissional conhecida e já tinha antecedentes criminais relevantes, encontrando-se, à data dos factos, a cumprir pena suspensa de cinco anos por crimes de roubo agravado com arma de fogo.
As detenções ocorreram no Porto, Gondomar e Valongo, na sequência de diligências policiais que permitiram recolher prova considerada relevante para identificar e localizar os suspeitos.