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Uma vaga de gastroenterite está a provocar um aumento anormal da procura pelos serviços de saúde na ilha do Faial, nos Açores. Mais de 400 pessoas foram assistidas no Hospital da Horta desde o início de julho devido a sintomas associados à doença.
"Como é do conhecimento da população da ilha do Faial, estamos a atravessar um período anormalmente elevado daquilo a que habitualmente se chama gastroenterite. Vimos, por isso, alertar para a necessidade de se tomarem alguns cuidados que poderão ajudar a evitar e, quando for o caso, tratar esta situação", alerta o hospital, em comunicado citado pela Lusa.
Os números dizem respeito ao período entre 1 de julho e 12 de agosto e representam um aumento expressivo face ao mesmo período de 2025, quando tinham sido registados cerca de 90 casos.
A situação está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde, numa altura em que ainda não foi possível determinar o que está na origem do aumento de casos.
Mais de quatro vezes os casos registados em 2025
A dimensão do surto torna-se evidente quando comparados os números deste ano com os do verão passado.
Em pouco mais de seis semanas, mais de 400 pessoas procuraram o Hospital da Horta com sintomas de gastroenterite. Em 2025, durante o mesmo intervalo de tempo, tinham sido registados cerca de 90 casos.
O aumento levou a unidade hospitalar a alertar a população para a necessidade de reforçar os cuidados de higiene e de evitar deslocações desnecessárias às urgências.
Recomendações aos habitantes do Faial
A gastroenterite pode provocar sintomas como diarreia, vómitos e mal-estar, sendo particularmente importante evitar a desidratação quando existe perda significativa de líquidos.
Uma das principais recomendações passa por lavar frequentemente as mãos com água e sabão, sobretudo depois de utilizar a casa de banho e antes de preparar ou consumir alimentos.
É também aconselhado cuidado com os alimentos, nomeadamente evitando produtos fora do prazo de validade ou cuja conservação não tenha sido adequada.
Quem desenvolver sintomas deve privilegiar a hidratação, ingerindo líquidos em pequenas quantidades e de forma frequente, especialmente quando existem vómitos.
Nos casos em que os pacientes não apresentem vómitos, mas apenas diarreia, não se deve recorrer às urgências de imediato. Deve-se evitar o consumo medicamentos para combater a diarreia como a loperamida (Imodium R).
Nem todos os casos justificam ida às urgências
O hospital pede ainda que os habitantes do Faial façam uma avaliação dos sintomas antes de se deslocarem às urgências.
Nos casos em que a pessoa apresenta sintomas ligeiros e consegue manter-se hidratada, a recomendação é procurar orientação através da Linha Saúde Açores, evitando sobrecarregar um serviço que está já a receber um número excecional de doentes.
Perante sinais de agravamento ou situações que suscitem preocupação, deverá, naturalmente, ser procurada assistência médica.
Enquanto o número de casos continua a ser acompanhado, permanece por esclarecer a origem do surto de gastroenterite que está a afetar o Faial.