Um estudo veio sustentar as críticas de muitos dos utentes do Serviço Nacional de Saúde: o Índice de Saúde Sustentável revelou que o SNS está cada vez mais caro e menos acessível, com a sustentabilidade financeira a ser a maior preocupação.
"Este ano voltou a crescer a uma taxa superior a 9%. Mesmo quando consideramos a evolução real da dispensa corrigida da dívida vencida continua a subir acima de 8%. É mais uma nota que não destoa de um histórico e que nos diz que em sete anos, a despesa em saúde terá crescido quase 70%", afirma o professor da Universidade Nova de Lisboa Pedor Simões Coelho, que acrescenta uma perspetiva de resolução: "Temos de converter esta despesa que cresce a um ritmo significativo em mais qualidade de vida e valor".
O Índice de Saúde Sustentável coloca o SNS num nível intermédio, após avaliar várias dimensões do sistema: de 0 a 10 pontos, recebeu 59,3.
Um dos fatores que sofreu uma descida foi a qualidade técnica, mantendo a qualidade percecionada pelos utentes estável.
O estudo estima ainda que o SNS gerou um retorno financeiro de 10 mil milhões de euros, ao ajudar a reduzir faltas ao trabalho. Em média, evitou 1,4 dias de ausência laboral e a perda equivalente a 11 dias de trabalho por pessoa.
Este índice é criado com as respostas de mais de 500 pessoas com mais de 18 anos.