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Os sismos que atingiram a Venezuela já provocaram mais de 1.430 mortos e cerca de 3.200 feridos, segundo os dados mais recentes das autoridades locais, num balanço que continua a agravar-se à medida que prosseguem as operações de busca entre os escombros.
Entre as vítimas com ligação a Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirma agora 51 mortos, dos quais sete são crianças.
Segundo o balanço atualizado, das 51 vítimas mortais, 44 eram lusodescendentes, seis tinham nacionalidade portuguesa e uma pessoa possuía nacionalidade portuguesa por casamento.
O MNE indica ainda que 84 portugueses ou lusodescendentes permanecem desaparecidos ou incontactáveis, enquanto as autoridades continuam no terreno a tentar localizar sobreviventes e identificar vítimas.
Comunidade portuguesa vive dias de luto e incerteza
A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas e lusodescendentes fora de Portugal, com forte presença de famílias oriundas sobretudo da Madeira e de várias regiões do continente.
Os sismos causaram destruição generalizada em várias zonas do país, obrigando as equipas de emergência a operações contínuas de resgate numa corrida contra o tempo.
A dimensão da tragédia tem sido acompanhada com particular atenção pelas autoridades portuguesas, devido ao elevado número de vítimas com ligação a Portugal.
Famílias destruídas entre os escombros
Entre os casos que mais marcaram os últimos dias está o da família de Lucas Trejo, defesa argentino do Deportivo La Guaira. A mulher do jogador, Yani Maranella, e os dois filhos do casal, Aarón e Ainhoa Trejo, foram encontrados mortos nos escombros de um edifício que colapsou em Playa Grande, no estado de La Guaira.
Durante os dias em que estiveram desaparecidos, o futebolista recorreu às redes sociais para pedir ajuda na tentativa de localizar a família, partilhando fotografias e apelos públicos.
O caso tornou-se um dos rostos mais visíveis da tragédia que atingiu o país.
Operações de resgate continuam no terreno
Apesar do elevado número de vítimas mortais, as equipas de emergência mantêm operações de busca em várias regiões afetadas pelos sismos.
Um dos momentos de maior esperança ocorreu com o resgate de uma bebé de nove meses, encontrada com vida após mais de 72 horas soterrada. A operação foi realizada por equipas norte-americanas de busca e salvamento e ficou registada em vídeo.
O salvamento da criança tornou-se uma das imagens mais simbólicas da resposta à tragédia, num cenário que continua a deixar o país em choque e a comunidade portuguesa profundamente afetada.