Se sentiu os abalos de magnitude 4.1 na última quinta-feira, então saiba que sentiu os mais intensos verificados na região nos últimos nove anos.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) diz em comunicado que, em termos de magnitude, não se registava atividade semelhante desde 2017.
O primeiro ocorreu às 12h14, com epicentro localizado a cerca de quatro quilómetros a oeste de Alenquer e a uma profundidade estimada de 14 quilómetros. Cerca de dois minutos depois, foi sentido um segundo abalo, igualmente com magnitude 4.1, mas com hipocentro mais superficial que o primeiro. De acordo com o IPMA, muitas pessoas poderão não ter percebido tratar-se de dois eventos distintos.
Apesar da intensidade, não há registo de danos pessoais ou materiais. O instituto refere que o sismo atingiu intensidade máxima IV/V na escala de Mercalli Modificada (escala usada para medir a intensidade de um sismo com base nos seus efeitos observados) em vários pontos dos concelhos de Alenquer, Torres Vedras, Loures e Vila Franca de Xira, tendo sido mais forte em Alenquer, onde alcançou o grau V — considerado moderado a forte, capaz de provocar oscilação de objetos suspensos e vibração de portas e janelas.
Os abalos foram ainda sentidos, com menor intensidade, em vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa e noutras regiões do país, podendo ter sido percetíveis até cerca de 150 quilómetros de distância.
Na primeira hora após o sismo, o IPMA recebeu mais de 800 relatos através do questionário macrossísmico online. Posteriormente, foram registadas duas réplicas no concelho de Alenquer, às 15h15 e 15h16, com magnitudes de 2,2 e 2,4, respetivamente.
Também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apelou à população para manter precaução, sobretudo em áreas anteriormente afetadas por instabilidade de terrenos ou estruturas fragilizadas devido às recentes tempestades que atingiram Portugal.