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O colégio dos Salesianos de Manique vai passar a disponibilizar as mesmas opções de refeição a todos os alunos, independentemente do regime de ensino, após a polémica gerada por diferenças na qualidade das refeições servidas.
Numa circular enviada aos encarregados de educação, a direção do colégio informa que, a partir de segunda-feira, a cantina passará a oferecer três opções diárias — prato normal, alternativo ou vegetariano, e ainda prato de dieta — também aos alunos abrangidos por contrato de associação.
A alteração surge depois de, em março, ter sido revelado que os alunos que pagam mensalidades tinham acesso a refeições consideradas de melhor qualidade face às servidas aos estudantes financiados pelo Estado.
Durante vários anos, os alunos do regime público podiam escolher entre diferentes opções mediante o pagamento da diferença. No entanto, esse modelo foi interrompido após intervenção do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que obrigou a escola a devolver valores cobrados indevidamente às famílias.
Atualmente, o valor máximo pago pelos alunos com contrato de associação é de 1,46 euros por refeição.
Apoio da autarquia e da fundação
Segundo a escola, a mudança resulta de um “esforço conjunto” da Fundação Salesianos e da Câmara Municipal de Cascais, que passará a comparticipar cada refeição num montante semelhante ao atribuído às escolas públicas do concelho.
Com esta solução, todos os alunos passam a ter acesso às mesmas opções alimentares, mantendo-se os custos atuais para as famílias abrangidas pelo financiamento público.
A medida foi bem recebida por encarregados de educação. Rute Vieira, mãe de um aluno do 9.º ano, considera que a diferença é significativa.
“A apresentação é exatamente a mesma e as refeições são muito diferentes daquilo a que estávamos habituados”, afirmou, citada pela agência Lusa, sublinhando uma melhoria clara na qualidade da alimentação.
Até agora, os pais denunciavam não só a existência de apenas uma opção para os alunos do regime público, mas também a repetição frequente dos menus e uma qualidade inferior.
Exemplos recentes ilustravam essa disparidade: enquanto uns alunos tinham acesso a pratos como risoto de cogumelos ou bife de atum, outros ficavam limitados a opções mais simples.
Com a nova organização, essa distinção deixa de existir, garantindo igualdade no acesso às refeições dentro do mesmo estabelecimento de ensino.