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A estudante italiana Sofia Barillà, que foi encontrada morta durante a sua experiência de Erasmus nas Caldas da Rainha, morreu devido a uma isquemia cardíaca.
Os desenvolvimentos foram anunciados pelo jornal italiano Palermo Today, sublinhando que a conclusão ainda não é definitiva e que os resultados apenas deverão ser oficiais dentro de três meses.
Uma isquemia cardíaca é uma condição caracterizada pela presença de um fluxo de sangue e oxigénio inadequado numa parte específica do organismo, de acordo com a CUF. Pode ocorrer em qualquer local, seja no coração, cérebro, membros ou intestinos e, geralmente, resulta de um estreitamento ou mesmo bloqueio de artérias.
No caso de Sofia Barillà, afetou o coração, provocando dor torácica, por exemplo, sendo que os sintomas dependem da rapidez com que a condição ocorre.
O mesmo jornal italiano informa ainda que o funeral da jovem de 20 anos se realiza esta segunda-feira, às 16h00 locais (15h00 em Lisboa), na Igreja de Santa Teresa.
Os obstáculos para a família
Até o corpo da estudante ter sido transladado, a família relatou inúmeras dificuldades. "Durante dias, a Europe Assistance manteve-nos, aos familiares, à espera de notícias, atendendo todas as nossas chamadas com a promessa de 'ligaremos de novo em 10 minutos'. Essas chamadas nunca aconteceram", revelou a tia da jovem ao jornal.
Fiorella Barillà contou ainda que a família nunca teve um contacto único e direto para acompanhar o caso, tendo de explicar a situação várias vezes a diferentes pessoas. Posto isto, os familiares decidiram avançar pelos próprios meios, com a ajuda das autoridades italianas e com a emissão da documentação necessária para a transladação em Portugal.
Recorde-se que Sofia Barillà morreu no dia 31 de maio nas Caldas da Rainha enquanto estava ao telefone com a sua tia. "Eu e a Sofia tínhamos uma relação muito próxima e conversávamos várias vezes durante o dia", relatou a tia ao Palermo Today.
Naquele dia, a jovem terá dito à familiar que se estava a sentir mal e que voltaria a ligar mais tarde. "Eu respondi: 'Tudo bem, querida. Vai para a cama e coloca as pernas para cima'. Achei que fosse algo passageiro", recorda.
Embora tivesse achado que a jovem tinha ido descansar, começou a estranhar quando não a conseguiu contactar horas depois. "Enviei várias mensagens, mas não apareciam vistas. Fiquei preocupada e ligámos para os amigos dela para se alguém podia ir ver como é que ela estava. Infelizmente, não havia nada que pudéssemos fazer", lamentou.
Quando as autoridades portuguesas chegaram ao apartamento de Sofia, esta já estava em paragem cardiorrespiratória. O óbito foi declarado no local.
Sofia estava em Portugal ao abrigo do programa Erasmus para estudar ciências biomédicas durante seis meses.