terça-feira, 09 jun. 2026

Queen’s, Indochina e Blues Café já foram demolidos

Obras na zona seguem a todo o gás.
Queen’s, Indochina e Blues Café já foram demolidos

A zona histórica de animação noturna das Docas de Alcântara, em Lisboa, está a entrar numa nova fase. Os antigos espaços associados a bares e discotecas emblemáticas, como o Indochina, Kings & Queens ou Blues Cafe, que marcaram a noite lisboeta nas décadas de 1990 e 2000 já estão no chão. De pé está apenas o Dock’s, que se encontra atualmente rodeado por tapumes e sinalização oficial de obra, indicando o avanço de um processo de reabilitação urbana.

A promotora identificada nos painéis é a Placer, que apresenta publicamente um projeto denominado ‘The Wake’, localizado precisamente na frente ribeirinha de Alcântara, envolvendo a reconversão de antigos armazéns portuários para escritórios e espaços de utilização contemporânea.

Ao SOL, o Porto de Lisboa esclarece que «as intervenções ocorridas em alguns espaços da frente ribeirinha resultam de processos de gestão do domínio público devidamente enquadrados, relacionados, designadamente, com o termo de títulos de utilização, condições das infraestruturas ou necessidades de requalificação dos espaços». E garante que cada situação «é analisada individualmente, em articulação com as entidades competentes, não existindo uma definição transversal para todos os espaços referidos». Qualquer solução futura, acrescenta, «dependerá sempre do cumprimento dos procedimentos concursais e pareceres legalmente aplicáveis».

No projeto disponível na internet, ao lado do Dock’s aparecerão outros edifícios semelhantes, o que faz parecer que o mítico espaço será para manter. O Porto de Lisboa refere isso: «Relativamente ao Dock’s, não existe qualquer decisão tomada que permita antecipar cenários futuros».

E adianta ainda não ter definida «qualquer estratégia de substituição de discotecas por hotéis ou outras tipologias específicas, procurando antes assegurar uma gestão equilibrada e compatível com a valorização da frente ribeirinha e o interesse público».

Recorde-se que, durante décadas, a zona foi um dos principais polos da noite lisboeta, concentrando bares, restaurantes e discotecas que atraíam milhares de pessoas todos os fins de semana.